Um passeio no parque, insetos sobrevoando uma fruta no chão e uma dúvida: todas as moscas são mesmo sujas? Essa é a pergunta que guia o livro Drosó… o quê?, lançado pela Fiocruz e disponível para download.
Capa do livro Drosó… o quê?, de Jane Costa e Phillipe Knippel (Arte: Roberta Schimel)
Na história, os leitores conhecem Marcos, um menino curioso que adora explorar o parque do bairro. Durante um passeio com a escola, ele quase morde uma goiaba caída no gramado, mas é interrompido por uma colega que, horrorizada, grita: “Não, Marcos, não coma essa goiaba! Ela está cheia de moscas! E moscas são bichos sujos!”. Porém, com o pensamento crítico de um cientista mirim, Marcos reflete: “Aquelas mosquinhas eram realmente sujas?”.
O protagonista, então, pede ajuda à prima Luci, que é estudante de Biologia. Ela conta que as mosquinhas que sobrevoavam a goiaba são as drosófilas — ou moscas-da-fruta — e que elas são inofensivas, diferentemente das “moscas-domésticas” (Musca domestica), que podem transmitir doenças.
Ao longo da narrativa, os leitores acompanham Marcos e Luci em uma aventura que desbrava o mundo minúsculo e fascinante dessas criaturinhas e descobrem que elas, na verdade, são super-heroínas do equilíbrio ecológico e da ciência. As mosquinhas-da-fruta ajudam a decompor frutas caídas, contribuem para a reciclagem de nutrientes no solo e ainda são essenciais em pesquisas científicas sobre genética.
Na história, Luci explica que as drosófilas são usadas pelos cientistas para estudar os genes — que são como “receitas” dentro de cada ser vivo e determinam características como cor dos olhos ou tipo de cabelo. Por serem pequenas e se reproduzirem rápido, essas mosquinhas ajudam os cientistas a descobrir como as características passam de avós, mães e pais para as próximas gerações, revelando segredos que podem até ajudar a entender doenças.
Com autoria da pesquisadora do Laboratório Nacional e Internacional de Referência em Taxonomia de Triatomíneos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Jane Costa, e do doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Phillipe Knippel, a publicação visa quebrar estigmas sobre os insetos e apresentar a entomologia ao público infantil. O livro faz parte do projeto O Pequeno Entomólogo. O protagonista Marcos viveu outras aventuras em publicações anteriores, como Eu, o bicho-pau! e Minha amiga piolhenta.


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