Itapema supera Balneário Camboriú e passa a ter o metro quadrado mais caro do Brasil

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Após quatro anos, Itapema assumiu a liderança nacional no valor do metro quadrado de imóveis residenciais novos, ultrapassando Balneário Camboriú, segundo o Índice FipeZAP divulgado em 2 de julho.

A cidade do Litoral Norte de Santa Catarina registrou preço médio de R$ 15.226 por metro quadrado, enquanto Balneário Camboriú ficou em R$ 15.215. A diferença é de apenas R$ 11 por metro quadrado, mas simboliza uma mudança importante no mercado imobiliário brasileiro.

Até então, Balneário Camboriú era a principal referência nacional em imóveis de alto padrão, impulsionada pela forte verticalização e pela presença de alguns dos arranha-céus mais altos do país.

As duas cidades compartilham características semelhantes, como forte apelo turístico, praias valorizadas, mercado de alto padrão e intensa atividade imobiliária. No entanto, especialistas apontam que Balneário Camboriú atingiu um estágio mais avançado de maturidade urbana, enquanto Itapema ainda apresenta maior potencial de expansão.

“Balneário Camboriú chegou a um estágio de maturidade muito alto. É um mercado forte, reconhecido e com liquidez, mas com menos espaço para expansão”, comentou o empresário Luiz Feitosa, que atua há 34 anos no mercado imobiliário da região.

Os números de valorização reforçam essa tendência. Nos últimos 12 meses, Itapema registrou alta de 6,35% nos preços dos imóveis residenciais, enquanto Balneário Camboriú avançou 2,94%.

Para Feitosa, a mudança no ranking era esperada.

“A cidade tem áreas em desenvolvimento, projetos estruturantes, novos empreendimentos de alto padrão e uma demanda crescente de investidores de vários estados. Era natural que esse movimento acontecesse”, afirma.

Entre os fatores que impulsionam a valorização de Itapema estão:

  • Localização estratégica às margens da BR-101;
  • Proximidade com Balneário Camboriú, Itajaí, Porto Belo e os aeroportos da região;
  • Expansão da Meia-Praia, principal eixo de valorização da cidade, incluindo o projeto de alargamento da faixa de areia;
  • Investimentos em infraestrutura e turismo, como a nova marina no Canto da Praia, o píer com Hard Rock Cafe sobre a água e a roda-gigante de 60 metros prevista para a orla da Meia-Praia.

Em 2024, o professor de gestão financeira da Univali, Crisanto Soares Ribeiro, já havia destacado que investidores de diferentes regiões do país são atraídos pelo conjunto de fatores que inclui proximidade das praias, bons indicadores de educação e saúde, além de investimentos públicos e privados em infraestrutura turística e logística.

Segundo Feitosa, o município consolidou uma dinâmica própria de crescimento.

“Itapema deixou de ser apenas uma alternativa a Balneário Camboriú. A cidade passou a ter uma lógica própria de valorização. Quem investe hoje olha para o que ela já entrega, mas principalmente para o que ainda será incorporado à infraestrutura urbana e turística nos próximos anos”, avalia.

Para incorporadores, o novo cenário reforça a atratividade de lançamentos em áreas ainda em desenvolvimento. Para corretores, amplia as oportunidades em segmentos de médio e alto padrão. Já investidores encontram um mercado com forte demanda e perspectiva de valorização associada à expansão urbana. Para compradores finais, o movimento sinaliza um ambiente de preços cada vez mais pressionados, exigindo planejamento e análise criteriosa dos ativos.

Apesar da mudança na liderança, especialistas destacam que a decisão de investimento deve considerar diferentes objetivos e estratégias.

“Itapema vive um momento muito forte, e Balneário Camboriú segue como uma praça madura e desejada”.

“O preço do metro quadrado é um indicador importante, mas não pode ser analisado sozinho. O melhor investimento depende do objetivo do cliente. Há quem busque valorização, há quem priorize liquidez, renda, uso próprio ou segurança patrimonial”, afirma Bruno Cassola.

Ranking das cidades com maior valor médio do metro quadrado

  1. Itapema (SC): R$ 15.226
  2. Balneário Camboriú (SC): R$ 15.215
  3. Vitória (ES): R$ 14.965
  4. Florianópolis (SC): R$ 13.288
  5. Itajaí (SC): R$ 13.208
  6. Barueri (SP): R$ 12.086
  7. São Paulo (SP): R$ 12.045
  8. Curitiba (PR): R$ 11.763
  9. Vila Velha (ES): R$ 11.062
  10. Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.982

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Informações retiradas de G1



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