No cenário financeiro brasileiro, a semana passada testemunhou o real destacando-se como uma das moedas de melhor desempenho global, mesmo diante de sessões de alta volatilidade desde o início da semana. A surpresa surgiu na última segunda-feira, quando os mercados foram impactados por um novo programa federal, delineando financiamentos que ultrapassam os R$300 bilhões até 2026, voltados para projetos de industrialização. Isso gerou apreensões entre os investidores, preocupados com o compromisso fiscal e os possíveis impactos sobre a meta do governo de atingir um déficit zero neste ano.
Entretanto, nos dias subsequentes, um ambiente global mais otimista dissipou a negatividade, trazendo estabilidade aos mercados. No horizonte imediato, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira se apresenta como extraordinariamente previsível: espera-se um novo corte na taxa de juros, levando a Selic a 11,25%, acompanhado por um comunicado que sugere possíveis “movimentos de mesma magnitude” no futuro. Antecipamos uma reação moderada a esse anúncio, dada a limitação do espaço para surpresas, e também considerando que todos os olhos estarão voltados para o banco central dos Estados Unidos, que divulgará sua própria decisão de taxa no mesmo dia.



