RIO – Com reajustes de tarifas em distribuidoras de energia elétrica de seis regiões metropolitanas, a conta de luz foi a principal fonte de pressão sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho, que foi de 0,64%, conforme divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A energia elétrica residencial ficou 6,77% mais cara em julho, na comparação com o mês anterior, na média das regiões metropolitanas em que a coleta de preços é realizada. Dessa forma, a energia elétrica contribuiu com 0,25 ponto percentual para a prévia da inflação oficial brasileira no mês.
Dos reajustes que influenciaram a alta da conta de luz, o destaque foi a região metropolitana de São Paulo. O governo autorizou a Eletropaulo a reajustar a tarifa de energia em 15,84% a partir de 4 de julho. Isso provocou uma alta de 7,41% na conta de luz dos moradores da região metropolitana de São Paulo na prévia de julho do IPCA-15.
O grupo de preços relacionados à habitação — que inclui a energia elétrica, além de outros itens — acelerou, assim, de 1,74% em junho para 1,99% em julho. O grupo respondeu por metade do IPCA-15 de julho, ao contribuir com 0,31 ponto percentual para a inflação do mês. Foi o maior impacto entre os grupos.
Além da energia, itens que ficam dentro do grupo de Habitação tiveram alta relevante no mês, como o gás de botijão (+1,36%). Em 5 de julho, a Petrobras autorizou reajuste de 4,38% para o botijão de 13 quilos nas refinarias. Já o gás encanado ficou 1,24% mais caro por causa da alta na tarifas de São Paulo.
Regiões
Todas as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE para o IPCA-15 apresentaram desaceleração de junho para julho, refletindo a saída dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros sobre os preços.
Apesar da desaceleração geral, cinco regiões metropolitanas exibiram inflação acima da média nacional na prévia do mês, quatro influenciadas por reajustes nas tarifas de energia de distribuidores locais. Foram elas: Curitiba (+1,01%), São Paulo (+0,77%), Belo Horizonte (+0,74%) e Brasília (+0,74%).
Na região metropolitana de Curitiba, o aumento de preços refletiu o reajuste de 15,06% promovido nas tarifas residenciais da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Na prévia da inflação de julho, isso resultou numa alta de 12,1% na conta de luz.
Em São Paulo, a Eletropaulo foi autorizada pelo governo a reajustar em 15,84% a tarifa de energia a partir de 4 de julho. Isso provocou uma alta de 7,41% na conta de luz dos moradores da região metropolitana na prévia de julho.
Além de São Paulo e Curitiba, os reajustes nas tarifas de energia provocaram alta na conta de luz, medida pelo IPCA-15, nas regiões metropolitanas de Brasília (10,18%), Porto Alegre (5,90%) e Belo Horizonte (12,72%).
O menor resultado do IPCA-15 ficou com a região metropolitana de Belém (0,07%), em função da queda no preço médio do tomate (-22,95%).



