Por Rose Giacomin
Vivemos uma era em que a imagem pessoal deixou de ser apenas estética e passou a ser estratégica. No universo empresarial — especialmente no jurídico — o modo como nos apresentamos comunica valores, posicionamento e até mesmo autoridade. Mas será que estamos acompanhando essa transformação?
1. O fim das categorias rígidas
Antes, era comum separar o guarda-roupa em três blocos: roupas de ficar em casa, de trabalhar e de sair. Hoje, com o avanço do home office e da presença digital, essas fronteiras se tornaram mais fluidas. A roupa precisa ser versátil, confortável e, ao mesmo tempo, transmitir profissionalismo.
2. O novo perfil do consumidor
A pandemia redefiniu hábitos — inclusive os de consumo. O conforto passou a ser prioridade, mas sem abrir mão da estética. A moda respondeu com peças que equilibram beleza e funcionalidade. No ambiente jurídico, por exemplo, o tênis branco, antes impensável em um look formal, hoje pode compor uma produção elegante e estratégica, especialmente para mulheres que conciliam múltiplas agendas e ambientes. O consumidor atual valoriza autenticidade, praticidade e propósito — e isso se reflete também no vestir.
3. O dress code como ferramenta de posicionamento
Mais do que seguir regras, vestir-se bem no ambiente corporativo é alinhar imagem e propósito. Para empresários e profissionais da área jurídica, isso significa autoridade, comunicar com confiança, competência e coerência com a marca pessoal e institucional.
4. A imagem como extensão da estratégia
A forma como nos apresentamos em reuniões, eventos ou redes sociais é parte da nossa narrativa profissional. E isso vale tanto para o terno quanto para a escolha de uma camisa mais casual — desde que tudo esteja em sintonia com a mensagem que queremos transmitir.
5. O papel da autenticidade
Não se trata de abandonar a formalidade, mas de ressignificá-la. A autenticidade passou a ser um ativo valioso. Mostrar quem você é, com elegância e verdade, pode ser o diferencial que aproxima clientes, parceiros e oportunidades.
Considerações finais
O novo dress code não está apenas no guarda-roupa — está na mentalidade. E para quem atua no direito empresarial e compliance, entender essa mudança é essencial para se manter relevante, conectado e com autoridade.
Como advogada com carreira consolidada, acompanhei de perto essa evolução e, nas redes sociais de forma graciosa, estímulo os estudos dos meus pupilos.



