Fiocruz lança animação para incentivar protagonismo feminino na ciência

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Referência nos estudos sobre violência e saúde no Brasil, a pesquisadora Cecília Minayo, da Fiocruz, agora também inspira as novas gerações em salas de aula. Sua trajetória serviu de base para a animação recentemente lançada pela instituição, que convida jovens estudantes a refletir sobre os caminhos da pesquisa científica e o protagonismo feminino na ciência.

 

Apresentado durante as atividades da Imersão no Verão, o vídeo integra o eixo Valorização da contribuição efetiva das mulheres na ciência do Programa Mulheres e Meninas na Ciência. A animação é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Mais Mulheres e Meninas na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e resulta de um trabalho colaborativo idealizado pelas profissionais Luciana Dias, Vera Marques, Vivian Studart e Danielle Monteiro, integrantes do grupo, juntamente com a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Escola, Andrea Sobral.

O vídeo traz um diálogo entre a professora e quatro jovens sobre temas como carreira acadêmica, a presença feminina na área científica e os desafios de pesquisar saúde e violência. Voltada ao público infanto-juvenil, a animação será exibida em escolas para alunos dos ensinos fundamental e médio, especialmente na faixa etária de 14 a 17 anos.

Para a vice-diretora Andréa Sobral, o vídeo traduz, de forma criativa e inspiradora, a trajetória de uma grande referência nos estudos sobre violência e saúde no Brasil: “Mais do que apresentar uma carreira de sucesso, o vídeo dialoga com os jovens para mostrar que a ciência é um campo possível e necessário para todos. Ao afirmar o espaço das mulheres na ciência e ao valorizar a diversidade, a história de nossa querida Cecília Minayo se torna uma poderosa fonte de inspiração, convidando meninas e jovens a se enxergarem como futuras cientistas e protagonistas na construção do conhecimento”.

“A trajetória de Cecília Minayo mostra, na prática, que as mulheres podem ocupar e transformar a ciência: com compromisso social, sensibilidade aos problemas reais e impacto concreto na vida das pessoas, ela se torna uma inspiração para que meninas acreditem que esse caminho também é possível para elas”, destaca uma das idealizadoras da iniciativa, Luciana Dias, que também é pesquisadora da Escola e integrante do Grupo de Trabalho Mais Mulheres e Meninas.

Com o uso de linguagem didática e formato dinâmico, a animação tem como objetivo destacar as contribuições de Cecília Minayo, como mulher e pesquisadora, para o campo da Saúde Coletiva, evidenciando o diálogo entre saúde e ciências sociais. A iniciativa também busca incentivar meninas a se tornarem cientistas e seguirem a carreira acadêmica, além de reforçar a importância de ampliar o acesso e garantir mais oportunidades para a presença feminina na ciência.

O diálogo entre os personagens, compostos por alunos que representam a diversidade estudantil, ocorre no jardim do Museu da Vida, da Fiocruz, e reforça a ideia de que fazer pesquisa é transformar realidades. Ao longo da conversa com os jovens, Cecília Minayo compartilha a sua trajetória profissional, explica os caminhos para se tornar pesquisadora, reflete sobre o papel das mulheres na ciência e aborda a importância de ampliar a presença feminina na área, além de destacar as relações entre violência e saúde.



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