A Presidência da Fiocruz lamenta o falecimento, nesta sexta-feira (5/9), do cineasta Silvio Tendler, aos 75 anos. Reconhecido como um dos maiores documentaristas do Brasil, Tendler foi importante parceiro da Fundação na produção de documentários como Oswaldo Cruz: o médico do Brasil (2003), que conta a trajetória do patrono da Fundação; O veneno está na mesa 1 (2011) e 2 (2014), que tratam dos impactos do uso de agrotóxicos na agricultura, na saúde humana e no meio ambiente no Brasil; e Saúde tem cura (2022), que tem como protagonista o Sistema Único de Saúde (SUS).
Além dos quatro filmes, o cineasta dirigiu O fio da meada (2019), cuja assinatura do roteiro ficou por conta dele e dos pesquisadores Marcelo Firpo e Marina Fasanello, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O documentário discute as conexões entre a crise ecológica, modelo econômico, desigualdades sociais e as injustiças sanitária e ambiental, ao mesmo tempo em que anuncia que sonhos utópicos emergem para outra relação com a natureza.
Silvio tocou boa parte desses projetos com determinação e compromisso, mesmo diante de limitações físicas. Segundo colegas de trabalho, nada diminuía o ímpeto inteligente, crítico e cuidadoso do artista de acolher ideias de trabalhadores(as) da Fiocruz ou de propor novos projetos para a instituição. Atualmente o cineasta estava produzindo, em diálogo com a Fiocruz, um filme sobre a fome no Brasil atual.
Silvio deixa uma filha e um neto, além de um legado de mais de cem obras. O velório do documentarista está marcado para as 11h de domingo (7/9), no Cemitério Israelita do Caju (Rua Monsenhor Manuel Gomes 311, Caju, Rio de Janeiro).
Todas as obras citadas estão disponíveis nas plataformas de conteúdo da Fundação.


Ad

