O mercado imobiliário de luxo na Flórida atravessa um momento de forte pressão sobre a oferta, impulsionado pela migração de riqueza, mudanças tributárias e pela entrada de capital global. Dados da Redfin mostram que o estado concentrou seis das dez vendas residenciais mais caras dos Estados Unidos em dezembro de 2025 e respondeu por metade das transações de maior valor do país ao longo do ano.
A maior venda imobiliária dos EUA em 2025 ocorreu na Flórida. Um complexo à beira-mar em Nápoles foi negociado por US$ 133 milhões. O movimento reforça uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos, com destaque para Miami e Palm Beach como polos do mercado ultraluxo.
Segundo Jacky Teplitzky, agente da Douglas Elliman, a escassez de imóveis é um fator central nesse cenário. “Não há mansões suficientes à beira-mar para atender à alta demanda que estamos vivenciando”, afirma. Ela destaca que compradores de alto patrimônio buscam propriedades amplas, muitas vezes adquirindo casas antigas para demolição, unificação de terrenos e construção de novas mansões.
A migração de famílias de alta renda para a Flórida também se intensificou. De acordo com levantamento da National Taxpayers Union Foundation, o estado ganha um novo residente a cada dois minutos, enquanto a Califórnia registra perda líquida de moradores. A proposta de criação de um imposto adicional sobre bilionários na Califórnia é apontada como um dos fatores que aceleram esse fluxo.
Para Teplitzky, o movimento vai além da questão tributária. “Clima, segurança, qualidade de vida e estilo de vida pesam muito. Miami se tornou uma capital não declarada da América Latina, e praticamente todos os indivíduos de alto patrimônio querem ter uma residência aqui”, diz.
O interesse também se reflete nos preços. Estudo da Redfin indica que, ao longo de uma década, os valores de imóveis de luxo subiram 187% em West Palm Beach e 148% em Miami, desempenho bem acima da média nacional.
A expectativa é de continuidade dessa tendência em 2026. Segundo a executiva, a combinação entre migração de riqueza, incentivos fiscais e investimento internacional deve manter aquecido o mercado de luxo no estado. “Essa informação está se espalhando rapidamente pelos Estados Unidos e pela América Latina”, afirma.
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Informações retiradas de Clayton Freitas a Forbes


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