Incorporadoras ampliam lançamentos e vendas no 1º trimestre, mas alta do petróleo pressiona custos

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As incorporadoras listadas na bolsa registraram avanço nos lançamentos e nas vendas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Levantamento do Valor com prévias operacionais de 14 empresas aponta alta de 2,6% no valor lançado e crescimento de 16,8% nas vendas líquidas.

Apesar do desempenho positivo, o cenário externo passou a gerar preocupação, especialmente pelo impacto da alta do petróleo nos custos da construção.

Materiais de construção entram no radar

Segundo o Citi, o petróleo Brent acumulava alta de quase 41% até quarta-feira (22), desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. O insumo tem peso relevante na cadeia, representando cerca de 40% dos custos de produção do cimento e influenciando também materiais como aço e revestimentos.

O avanço dos custos já aparece nos indicadores. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumula alta de 5,81% em 12 meses até março. No período, a mão de obra subiu 9,04%, enquanto materiais e serviços avançaram 3,55%.

Uma preocupação nossa e acreditamos que também do mercado é que o problema está no petróleo, e é muito difícil para nós ou para as próprias incorporadoras mensurar o efeito no custo total, porque você tem diversos fornecedores”, afirma Piero Trotta, analista do Citi, ao Valor.

Minha Casa, Minha Vida e pressão sobre margens

De acordo com o banco, as incorporadoras com maior exposição ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) podem sentir mais os efeitos da alta de custos. Isso porque, nesse segmento, o preço do imóvel é fixado no momento da venda, mesmo com a obra ainda em andamento.

E ainda tem dois anos para construir, em cenário de custos bem diferente do que se imaginava em janeiro”, explica André Mazini, do Citi. “Pode contratar resultados de margem bruta piores.

As cinco principais incorporadoras que atuam no programa ampliaram as vendas em 16,9% no primeiro trimestre. No mesmo período, entraram em vigor novas faixas de renda e tetos de preço do MCMV, com limite de até R$ 400 mil na faixa 3 e de R$ 600 mil na faixa 4, o que tende a sustentar a demanda, mas mantém o desafio de preservação de margens em um ambiente de custos mais pressionados.

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Informações retiradas de Valor Econômico



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