Grandes empresas ampliam ocupação e impulsionam mercado de escritórios em São Paulo

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O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo volta a ganhar tração com o retorno dos grandes inquilinos. Segundo levantamento da Newmark, 70 empresas atualmente ocupam áreas superiores a 10 mil m² na capital paulista, somando 1,45 milhão de m². Há quatro anos, eram 52 empresas, com 1,15 milhão de m².

O crescimento de 300 mil m² ocupados indica retomada consistente da demanda por lajes corporativas e maior confiança das empresas na expansão dos negócios e no uso dos escritórios físicos.

“A demanda pelos escritórios está nitidamente mais aquecida”, destaca Mariana Hanania, diretora de pesquisa da Newmark.

Retorno ao presencial sustenta demanda

Após o movimento de devolução de espaços entre 2020 e 2021, o mercado iniciou recuperação em 2022, mas ganhou força apenas a partir de 2024. Em 2025, a procura por grandes áreas acelerou, incluindo locações de múltiplos andares e até edifícios inteiros.

O avanço está diretamente ligado à maior presença dos funcionários nos escritórios e à revisão das políticas de trabalho.

“Os funcionários têm uma frequência maior na ida aos escritórios”, observa Mariana. “O modelo híbrido ainda existe e segue forte, mas as empresas voltaram a enxergar os escritórios como algo importante”.

Para proprietários e investidores, o movimento sinaliza redução de vacância em ativos de alta qualidade. Já para empresas, indica necessidade de planejamento antecipado na ocupação de grandes áreas.

Grandes contratos e volta das pré-locações

O aquecimento do mercado também reativa as pré-locações, prática comum em ciclos de alta. Empresas têm buscado garantir espaços antes da entrega dos empreendimentos, diante da escassez de grandes áreas disponíveis.

Entre os destaques recentes estão a mudança de sede do Santander para o complexo Campus JK e a expansão do Nubank com novos escritórios em Pinheiros. A Amazon também fechou contrato no Edifício Biosquare antes da conclusão do projeto.

“É a volta das pré-locações. Com o mercado mais aquecido, as companhias procuram correr para garantir o espaço antes da entrega do prédio. Isso é mais comum entre os grandes ocupantes, porque elas têm mais dificuldade de achar grandes áreas disponíveis para suas operações administrativas”, afirma a diretora.

Para incorporadores, o cenário favorece novos projetos sob medida e contratos antecipados. Para investidores, reforça o potencial de valorização de ativos bem localizados.

Eixos consolidados seguem dominando

A região da Faria Lima permanece como principal destino dos grandes inquilinos, seguida por Chucri Zaidan e Avenida Paulista. Esses polos concentram infraestrutura, liquidez e valor corporativo, fatores cada vez mais relevantes com o aumento da frequência presencial.

Para 2026, a tendência é de continuidade da demanda, ainda que em ritmo mais moderado, diante da oferta restrita de imóveis de alto padrão nessas regiões.

Com isso, áreas como Chácara Santo Antônio, Barra Funda e Alphaville devem ganhar protagonismo, oferecendo maior disponibilidade de espaços e oportunidades para expansão.

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Informações retiradas de Circe Bonatelli ao Estadão



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