A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta terça-feira (3), a retomada do financiamento de imóveis residenciais avaliados acima de R$ 2,25 milhões para pessoas físicas. As operações voltam a ser realizadas pelo Sistema Financeiro Imobiliário, com recursos da caderneta de poupança.
A medida marca o retorno da instituição às linhas de crédito voltadas a imóveis de maior valor, suspensas desde 2024. Naquele momento, o banco concentrou o orçamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo em financiamentos de menor valor, com o objetivo de ampliar o atendimento a famílias de renda mais baixa.
O que viabilizou a retomada
Segundo Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa, as mudanças promovidas pelo Banco Central do Brasil em 2025 nas regras do depósito compulsório ampliaram a disponibilidade de recursos das cadernetas. Com isso, houve aumento da oferta de crédito imobiliário para imóveis de maior valor.
“A reabertura das contratações para aquisição de imóveis prontos, anunciada agora, amplia o escopo de atuação do banco no crédito habitacional, fortalecendo o relacionamento com clientes de alta renda e contribuindo para o aquecimento do mercado imobiliário e da cadeia da construção civil”, disse.
Na modalidade de construção, os financiamentos já haviam sido retomados anteriormente. Para isso, o banco passou a exigir que os projetos obtenham a certificação de sustentabilidade Selo Casa Azul Uni, que classifica os empreendimentos nos níveis Bronze, Prata e Ouro, com base em princípios ESG.
Impactos para o mercado
A retomada do crédito para imóveis acima de R$ 2,25 milhões amplia a liquidez no segmento de médio e alto padrão, especialmente em capitais e regiões metropolitanas.
Para incorporadores, a medida pode acelerar lançamentos e reduzir estoque de unidades prontas. Corretores ganham novo fôlego nas negociações, com maior previsibilidade de financiamento. Investidores encontram um ambiente mais favorável para giro e valorização. Já compradores de alta renda voltam a contar com crédito bancário competitivo em operações estruturadas pelo SFI.
O movimento também reforça a importância de projetos alinhados a critérios de sustentabilidade, exigência que tende a influenciar padrões construtivos e estratégias de desenvolvimento nos próximos ciclos.
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Informações retiradas de Giovanna Figueredo ao Seu Dinheiro


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