Milei critica ‘cortina de ferro’ do Mercosul e ameaça deixar bloco

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No discurso de despedida da presidência temporária do Mercosul, nesta quinta-feira, 3, o presidente da Argentina, Javier Milei, criticou a “cortina de ferro” criada pelo bloco e ameaçou deixar o grupo. Segundo Milei, o seu país precisa de “mais liberdade” comercial.

“O objetivo inicial do Mercosul não foi alcançado, e o terreno comum tornou-se cada vez menor”, afirmou. “Propusemos uma estrutura mais livre, em vez da cortina de ferro à qual estamos submetidos hoje.”

Com expressão séria e sem improvisações no discurso, o presidente argentino cobrou uma postura dos países membros sobre o futuro do bloco. Milei passou a presidência do Mercosul para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A Argentina não pode esperar, precisamos de mais liberdade de forma urgente”, disse. “Deixamos para trás décadas de estagnação. Os sócios dos Mercosul devem decidir se querem ajudar no caminho que iniciamos.”

O presidente argentino também comemorou o acordo comercial fechado com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio, bloco composto pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Milei ainda defendeu o avanço das negociações com Israel, Emirados Árabes Unidos, El Salvador e Panamá.

“Embarcaremos no caminho da liberdade, juntos ou sozinhos”, afirmou Milei. “Precisamos urgentemente de mais comércio, mais atividade econômica, mais investimentos e mais empregos. É por isso que precisamos urgentemente de mais liberdade.”

Milei cobrou postura pró-liberdade de Lula na presidência do Mercosul

Ao passar o bastão para Lula, o presidente argentino enfatizou a necessidade de seguir com os esforços para promover “condições comerciais lógicas”.

“Devemos parar de pensar no Mercosul como um escudo contra o mundo e vê-lo como uma lança que nos permite penetrar efetivamente nos mercados globais”, disse Milei.

O presidente da Argentina também cobrou de Lula o compromisso de “combater eficazmente o crime organizado transnacional” e de dar o tratamento correto aos “inúmeros casos de detenções ilegais na Venezuela”.

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