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No Brasil, o real conseguiu recuperar parte do terreno perdido após uma semana de perdas significativas, impulsionado por melhorias na conjuntura global. A dissipação das tensões no Oriente Médio e a aprovação pela Petrobras da distribuição de dividendos extraordinários durante a assembleia de abril contribuíram para restaurar o apetite por risco e reduzir preocupações em torno do governo e das estatais. Além disso, o ajuste no comunicado do Banco Central do Brasil, visando flexibilidade nos próximos ajustes de juros, elevou os rendimentos das taxas futuras e fortaleceu a moeda brasileira. Embora esses eventos apontem para uma estabilização do BRL, os eventos desta semana nos EUA podem gerar volatilidade no curto prazo.
Nos Estados Unidos, após atingir o maior nível em 2024, o dólar recuou na semana passada devido à desaceleração no PIB, sugerindo uma possível perda de ímpeto na economia americana. No entanto, um relatório de inflação ligeiramente mais forte do que o esperado manterá os diretores do banco central americano em alerta durante a reunião desta quarta-feira. Embora o corte de juros em junho tenha sido praticamente descartado pelos mercados, uma comunicação consistente com taxas mais altas nos EUA por mais tempo poderia favorecer o dólar. No entanto, a moeda pode encontrar resistência em continuar subindo, a menos que os dados surpreendam novamente, destacando a importância do relatório de emprego, o Payroll, na sexta-feira.
Na Europa, esta será uma semana crucial para o euro, com os mercados buscando pistas sobre o início potencial de cortes nas taxas de juros. O relatório de inflação será fundamental, e uma confirmação da tendência de queda dos preços pode impulsionar o Banco Central Europeu a flexibilizar a política monetária em junho. Este movimento ainda não está totalmente precificado pelos mercados, representando um risco para o euro. Além disso, os discursos dos diretores do BCE ao longo da semana serão acompanhados de perto. A menos que haja uma mudança na narrativa dos EUA, o euro pode enfrentar pressão descendente.



