Na quarta-feira (27), o Ibovespa fechou em alta de 0,3%, atingindo 122.641 pontos, próximo à máxima do dia. A sessão foi marcada por declarações do governo sobre a situação fiscal, que influenciaram as mínimas do dia e resultaram em uma alta do dólar de 1,2%, alcançando R$ 5,52, o nível mais alto desde janeiro de 2022. Também foi divulgado o IPCA-15, que apresentou resultado levemente melhor do que o esperado.
Os destaques positivos da sessão incluíram ações de commodities, como Usiminas (USIM5, +3,3%) e Prio (PRIO3, +2,4%), beneficiadas pela valorização do minério de ferro e do Brent, respectivamente. Por outro lado, as ações cíclicas como Pão de Açúcar (PCAR3, -7,8%) e Azul (AZUL4, -5,6%) foram pressionadas pelo avanço da curva de juros futuros.
Para esta quinta-feira, são aguardadas a divulgação do relatório trimestral de inflação no Brasil e a leitura final do índice de confiança do consumidor na Zona do Euro referente a junho.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com abertura por toda a extensão da curva. Apesar da alta de 0,39% do IPCA-15, que ficou abaixo do esperado, e a divulgação da nova regulamentação da meta de inflação, os ativos locais foram impactados pelo pronunciamento do presidente da República, que questionou a necessidade de cortes nas despesas do governo. Nos EUA, a diretora do Federal Reserve, Michelle Bowman, fez um discurso visto como restritivo pelo mercado, elevando o sentimento global de aversão ao risco. Os rendimentos das Treasuries de 2 anos fecharam em 4,71% (+6,0 bps) e os de 10 anos em 4,31% (+9,0 bps). No Brasil, o DI jan/25 fechou em 10,6% (alta de 3,6 bps), o DI jan/26 em 11,23% (alta de 11 bps), o DI jan/27 em 11,61% (alta de 11 bps) e o DI jan/29 em 12,04% (alta de 10 bps).
Mercados Globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abriram levemente negativos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%) à espera de dados de atividade econômica e do primeiro debate dos candidatos presidenciais para as eleições de 2024. Amanhã, o mercado aguarda dados de inflação medidos pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE).
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), seguindo a tendência dos mercados americanos e preocupadas com a persistência da inflação global. Na China, as bolsas tiveram performances negativas (CSI 300: -0,8%; HSI: -2,1%) mesmo após o governo anunciar novos estímulos ao setor imobiliário.
Economia
No Brasil, o IPCA-15 de junho avançou 0,39% em relação a maio, abaixo das expectativas do mercado, com a inflação acumulada em 12 meses passando de 3,70% em abril para 4,06% em junho. O arrefecimento foi devido a itens voláteis como passagens aéreas e combustíveis, que mostraram queda de preços em comparação ao mês anterior. Esta surpresa com a queda nos preços das passagens aéreas pode levar economistas a revisarem suas previsões para o IPCA de junho.
O Ministério da Fazenda anunciou uma nova sistemática para a meta de inflação, que será contínua a partir de janeiro de 2025. Com a mudança, o compromisso com a meta será mensal e, caso a inflação fique fora do intervalo permitido por seis meses consecutivos, será considerada descumprida.
Hoje, os destaques incluem o debate entre o atual presidente dos EUA, Joe Biden, e o ex-presidente Donald Trump, além da leitura final do PIB do primeiro trimestre nos EUA. No Brasil, o mercado estará focado na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação às 08:00 e do Caged às 14:30.



