Ibovespa sobe com destaque para Suzano e Petrobras, enquanto Juros Futuros e Mercado Global esperam novos dados Econômicos

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Na quinta-feira (27), o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, aos 124.308 pontos, impulsionado pelos papéis da Suzano e Petrobras. A Suzano (SUZB3) disparou 12,2% após anunciar a desistência da compra da International Paper, justificando que o preço havia atingido seu limite máximo de valorização. As ações da Petrobras (PETR3, +2,0%; PETR4, +1,6%) também contribuíram para a alta do índice, apoiadas pela valorização do petróleo Brent.

O presidente Lula fez declarações sobre possíveis cortes de gastos, o que animou o mercado. O principal destaque negativo foi a Sabesp (SBSP3), que caiu 2,8% após a Aegea desistir de apresentar proposta para adquirir 15% da empresa.

Juros Futuros

Os juros futuros encerraram o pregão com leves altas. O DI jan/25 oscilou de 10,62% para 10,64% e o DI jan/29 foi de 12,07% para 12,13%. Apesar do alívio cambial, o mercado ainda precifica riscos, influenciado pelo pronunciamento do presidente do Banco Central e pela alta oferta de prefixados no leilão do Tesouro Nacional.

Mercado Global

Nos Estados Unidos, os futuros das bolsas de NY registram alta modesta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,4%) à espera do indicador de preços (PCE) que pode solidificar a expectativa de juros mais baixos. A Nike reportou resultados aquém das expectativas do mercado, impactando o sentimento dos investidores.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), seguindo a tendência dos mercados americanos. Na China, as bolsas tiveram desempenho levemente positivo (CSI 300: +0,2%; HSI: +0,01%).

Commodities

O minério de ferro avançou em Singapura, recuperando-se da queda da véspera. O petróleo ultrapassou os US$ 82 o barril após uma alta de 1% na sessão anterior, com o WTI oscilando em torno de US$ 2 esta semana.

Economia

O Banco Central do Brasil divulgou seu relatório de inflação do 2º trimestre, indicando uma piora nos fatores determinantes para a inflação. Os dados do Caged mostraram a criação de 131.811 vagas de emprego, abaixo das previsões. Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o deflator das despesas de consumo pessoal (PCE), indicador preferido pelo Federal Reserve, que pode influenciar as apostas sobre cortes de juros em setembro ou dezembro. No Brasil, os destaques são a taxa de desemprego e o resultado primário do setor público.

Expectativas para o Pregão

Para o pregão de sexta-feira, destaque para a divulgação do PCE dos EUA referente ao mês de maio e, no Brasil, para a taxa de desemprego de maio. O desempenho desses indicadores pode influenciar significativamente o comportamento dos mercados nos próximos dias.

Wederson Marinhohttps://linktr.ee/marinhobusiness
Jornalista, empreendedor e Private Broker, especialista em transações estruturadas no Brasil e no exterior. Autor dos livros Investindo no Mercado Imobiliário e O Futuro em Código, atua também como pesquisador nas áreas de finanças públicas, inteligência econômica e urbanização.
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