Após a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que revisou para baixo as projeções de inflação e crescimento na Zona do Euro, as moedas desenvolvidas foram impactadas negativamente. Hoje, os mercados financeiros globais estarão focados no relatório de emprego dos EUA, programado para ser divulgado às 10h30.
Visão Geral
No Brasil, os ativos locais continuam sendo influenciados por eventos externos, enquanto o cenário político permanece relativamente tranquilo. As notícias econômicas ainda não surpreenderam significativamente. O resultado do governo referente a janeiro mostrou alguns números encorajadores em relação à evolução da dívida, o que pode ajudar a aliviar as preocupações fiscais. Além disso, o crescimento surpreendente da balança comercial chinesa no mês passado proporcionou algum alívio às commodities, beneficiando as expectativas em relação às exportações brasileiras.
Nos Estados Unidos, o relatório de folha de pagamento (Payroll) é aguardado como um dos mais importantes do mundo. Prevê-se uma desaceleração no crescimento dos empregos em fevereiro, o que pode influenciar a precificação de cortes adicionais na taxa de juros americana, especialmente após os comentários de Powell no Congresso. Uma leitura suave nos números do Payroll pode manter o dólar sob pressão.
Na Europa, a reunião do BCE resultou em uma reação negativa para as moedas europeias, com projeções revisadas para baixo em inflação e crescimento. Isso fortaleceu as expectativas de um início antecipado dos cortes na taxa de juros na Zona do Euro. Os investidores agora aguardam os próximos dados de preços da região em busca de confirmação sobre o início dos cortes, enquanto o euro pode permanecer refém de eventos externos até então.



