Ibovespa alcança novo recorde com indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central

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Mercado reage positivamente à escolha de Galípolo, impulsionando o Ibovespa a 137.343 pontos; Petrobras e setor bancário lideraram ganhos

Nesta quarta-feira, o Ibovespa registrou um novo recorde de fechamento, subindo 0,42% e encerrando o pregão aos 137.343,96 pontos. O movimento positivo foi impulsionado pela confirmação de Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária, como a indicação do governo para presidir o Banco Central em 2025.

A confirmação veio pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e foi recebida de forma otimista pelo mercado, que já projetava Galípolo como o favorito para a liderança da autoridade monetária. Embora ele ainda precise passar por uma sabatina no Senado, prevista para 9 de setembro, o mercado considerou essa etapa como uma formalidade, refletindo a confiança na indicação.

Desempenho do Mercado

O índice, que vinha oscilando entre os 136 mil e 137 mil pontos, acelerou os ganhos no final do pregão, impulsionado por ações de peso como Petrobras e os principais bancos. O volume financeiro do dia foi de R$ 19,7 bilhões, mostrando a força do movimento comprador.

Entre os destaques positivos, Petrobras ON avançou 2,27%, cotada a R$ 43,29, seguida por Itaú, que subiu 2,16%, para R$ 37,37, e Bradesco PN, com alta de 1,62%, fechando em R$ 15,67. Outras ações que contribuíram para o bom desempenho do índice foram Petrobras PN (+1,43%; R$ 39,60), Bradesco ON (+1,29%; R$ 14,17), Santander (+1,09%; R$ 31,52) e Banco do Brasil (+0,61%; R$ 28,18).

Por outro lado, o setor de mineração teve um dia difícil, acompanhando a queda do minério de ferro. Vale caiu 0,72%, para R$ 59,37, enquanto Usiminas recuou 3,41%, cotada a R$ 6,24, e CSN perdeu 3,09%, fechando em R$ 11,91. A maior queda do dia ficou com São Martinho, que desvalorizou 4,06%, após o Citi reduzir seu preço-alvo, refletindo os impactos dos recentes incêndios na produção.

Dólar e perspectivas

O dólar à vista fechou em alta de 0,96%, cotado a R$ 5,5555, após oscilar entre R$ 5,5129 e R$ 5,5645 ao longo do dia. O movimento de alta foi impulsionado por fatores externos, à medida que os investidores ajustam suas posições antes de novos desenvolvimentos no cenário global.

O bom humor deve se manter no pregão de hoje, especialmente com a ausência de grandes indicadores no radar e a expectativa em torno da participação de Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central, em uma palestra no CNN Talks Economia após o fechamento do mercado. Assim, os investidores devem continuar atentos ao mercado internacional e ao andamento da transição na liderança do Banco Central, que se mostra cada vez mais relevante para as expectativas econômicas de 2025.

Wederson Marinhohttps://linktr.ee/marinhobusiness
Jornalista, empreendedor e Private Broker, especialista em transações estruturadas no Brasil e no exterior. Autor dos livros Investindo no Mercado Imobiliário e O Futuro em Código, atua também como pesquisador nas áreas de finanças públicas, inteligência econômica e urbanização.
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