No Dia Mundial dos Refugiados, Guterres pede solidariedade e proteção

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Este 20 de junho é o Dia Mundial dos Refugiados. A data, declarada pela Assembleia Geral da ONU, destaca a força e a coragem das pessoas obrigadas a fugir dos seus países de origem por perseguições, violência, conflitos e guerras. Este ano, o tema é “Até que todos estejam em segurança.”

Segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, até o fim do ano passado, havia 41,6 milhões de refugiados, 9 milhões requerentes de asilo e 68,7 milhões deslocados internos. Essas são as pessoas que fogem de violência e se abrigam em outras áreas de seu próprio país. 

Guterres apela à solidariedade renovada

Com o aumento de conflitos armados à escala global, um número cada vez maior de mulheres, crianças e homens é forçado a deslocar-se em busca de segurança, longe dos seus lares.

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, “estes tempos turbulentos devem ser um momento de solidariedade renovada e de ação robusta para proteger as pessoas deslocadas por conflitos e perseguições”.

Ele afirmou que a comunidade internacional deve reforçar o apoio “a todos os que foram forçados a fugir, bem como aos países e comunidades que os acolhem”.

© UNICEF/Pablo Vera-Lisperguer
Menina venezuelana no centro de acolhimento para famílias de migrantes localizado em Iquique, Chile

Crises agravam o problema

De acordo com a ONU, cerca de sete em cada 10 refugiados provêm de apenas um pequeno número de países: Venezuela, Territórios Palestinos, Ucrânia, Síria, Afeganistão, Sudão e Sudão do Sul.

O Sudão continua também a ser a maior crise de deslocação interna do mundo, com mais de 9 milhões de pessoas deslocadas dentro do país.

Os últimos conflitos elevaram o número de iranianos e libaneses obrigados a fugir do fogo cruzado. A recente escalada já forçou mais de um milhão de pessoas a abandonar suas casas. 

Integração e trabalho digno

Num momento em que os deslocamentos atingem níveis recorde, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, destaca o papel crítico da inclusão no mercado de trabalho para a segurança duradoura dos refugiados e deslocados em todo o mundo.

A agência sublinha que estes continuam a enfrentar barreiras legais, administrativas e práticas no acesso ao trabalho digno, ao reconhecimento de competências, à proteção social e à igualdade de tratamento no emprego.

“O acesso ao trabalho digno é essencial, não apenas para os refugiados e outras pessoas deslocadas à força, mas também para apoiar as comunidades de acolhimento, promover a coesão social e apoiar um desenvolvimento económico inclusivo”, afirma Gladys Cisneros, chefe da Unidade de Migração Laboral da OIT.

Acnur
Refugiados sudaneses aguardando em um centro de registro do Acnur no Cairo, Egito.

“Até que todos estejam em segurança”

O Acnur pretende mobilizar as gerações mais jovens para recuperar e defender o asilo como um bem global partilhado e um pilar da proteção internacional.

O tema “Até que todos estejam em segurança”, recorda a relevância duradoura da Convenção de 1951 sobre os Refugiados, responsável pela definição do estatuto dos refugiados e dos seus direitos ao abrigo do direito internacional.

“Essa promessa era universal e foi concebida para perdurar. Foi pensada para os nossos avós, para nós e para todas as gerações futuras”, como disse o alto-comissário do Acnur, Barham Salih.



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