O relatório de inflação divulgado no Brasil trouxe uma surpresa indesejada, mostrando um aumento para 4,50% em fevereiro, um pouco acima das expectativas. No entanto, isso não parece ter afetado o ritmo esperado de cortes na taxa básica de juros (Selic). A expectativa é de que o Banco Central do Brasil continue reduzindo a Selic, com previsão de alcançar 9,5% até o final de julho.
Nos Estados Unidos, apesar do relatório de inflação mais forte, os investidores mantêm o ceticismo sobre uma mudança no cronograma de cortes de juros do Federal Reserve. A expectativa de um primeiro corte em junho permanece, e o dólar teve uma queda modesta na terça-feira. Os dados de atividade econômica secundária dos EUA serão monitorados de perto, juntamente com o sentimento geral de risco, até a próxima reunião do Fed na próxima semana.
Na Europa, o euro viu uma correção após atingir um patamar considerado esticado. Os investidores buscam confirmação de que o Banco Central Europeu está próximo de começar a cortar as taxas de juros. No entanto, os dados divulgados mostraram uma produção industrial na Zona do Euro que ficou abaixo das expectativas, registrando uma contração de 3,2% em janeiro. Este resultado negativo pode influenciar ainda mais as expectativas de políticas monetárias na região.



