Professora explica sobre cartaz em escola

Date:

A Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente ouviu, nesta sexta-feira (26), as explicações de professora responsável pelo trabalho com suposto cunho machista em razão do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Kely Cristina Marques da Silva ensina História da Escola Estadual Padre Humberto Piacente, em Alecrim, em Vila Velha. Ela apresentou seus esclarecimentos sobre as atividades realizadas com os alunos do ensino médio.

A convidada explicou que os professores da área de Ciências Humanas da escola ficaram responsáveis pela elaboração de um projeto específico sobre o Dia da Mulher. Segundo a professora, foram trabalhados vários aspectos, e a atividade proposta por ela foi a elaboração de cartazes com os seguintes temas: violência contra a mulher, comportamento e estilo de vida.

Os temas foram sorteados entre os alunos e os cartazes foram elaborados em casa, com a ajuda dos familiares. Portanto, as frases consideradas de cunho machista – que tratam da forma como as mulheres deveriam se vestir e se portar, por exemplo – foram reflexo, segundo ela, dos depoimentos colhidos em casa pelos estudantes.

Para a professora, as reportagens veiculadas na mídia tiraram os cartazes de contexto. “Eu dou aula para quatro turmas do Ensino Médio e só mostraram três cartazes. Quando as reportagens saíram fiquei assustada porque estava muito fora de contexto. Os meninos ficaram muito tristes com essa repercussão. A minha proposta e da escola era apenas valorizar a mulher. Eu sou negra, eu sou mulher, eu sou mãe solteira, não consigo conceber a ideia de que a mulher seja culpada de alguma coisa”, defendeu-se.

A superintendente regional de educação de Vila Velha, Angela Maria Soares, também participou da reunião. Para ela, fica a reflexão para que os professores tenham mais cuidado com a repercussão de seus atos, principalmente, hoje, com as redes sociais. “Enquanto educadora, eu entendi perfeitamente o objetivo do projeto. Mas este momento está trazendo aprendizado para nós. Temos que estar um passo a frente”, pontuou.

Comissão

Estavam presentes no encontro os deputados Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido) – presidente do colegiado – e Vandinho Leite (PSDB). Para o tucano, algumas das frases expostas não eram machistas. “Não vejo problema nenhum, por exemplo, em orientar uma menina sobre como se vestir. Os pais deveriam fazer isso”, alegou. “O que eu faria de diferente seria acompanhar mais de perto a confecção dos cartazes, devido às palavras utilizadas”, sugeriu.

Já para o líder do colegiado, o conteúdo dos cartazes é reflexo da degradação das famílias, a partir do momento em que o material foi elaborado em casa, com o auxílio dos familiares. Segundo Pazolini, houve descontextualização por parte da mídia e, também, falha de comunicação por parte da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), que deveria ter ido a público explicar o ocorrido. “Ao que me parece, foi um mal-entendido”, salientou.

 

Por Titina Cardoso – ALES

F5 Espírito Santohttps://f5noticias.com.br
F5 Notícias - Redação Espírito Santo - Atualize-se
- Patrocinadospot_imgspot_img

Compartilhar o Post:

Assinar

::: Patrocinado
- Patrocinado -
Powered by GetYourGuide

Popular

- Patrocinadospot_imgspot_img

Relacionados
Relacionados

Movimento global de mulheres em compliance fortalece agenda de integridade no Brasil 

Brasília foi mais do que sede de um...

STF valida adesão de servidores a previdência complementar

aposentadoria por inércia O Plenário do Supremo Tribunal Federal...

Fiocruz reconhece 30 experiências inovadoras da Atenção Primária à Saúde no SUS

A Fiocruz, em parceria com o Ministério da...