Projeto de Belém é destaque da Obsma com vídeo sobre a COP30

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O processo de inscrição de projetos escolares para a 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma Fiocruz) segue em andamento. Em todo o país, não faltam exemplos de como a iniciativa da Fiocruz pode mudar a vida dos jovens e incentivar o surgimento de novos pesquisadores. Foi assim com um grupo de três estudantes do curso de Eventos integrado ao Ensino Médio, do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Belém, que participou da última edição.

Victor Fialho, a professora Priscila de Sousa Farias, Emily Moreira e Thamires Lopes foram destaques da 12ª Obsma/Fiocruz com trabalho sobre a COP30 (Foto: Anna Luiza Barra)

Orientados pela professora Priscila de Sousa Farias, os alunos Victor Fialho, Emily Moreira e Thamires Lopes foram reconhecidos como destaque nacional da categoria audiovisual, na 12ª edição da Obsma. Com o projeto COP30 em Belém: história, legado e importância da conferência, o grupo abordou a temática do evento. Apesar de ocorrer em novembro de 2025, em Belém, a COP ainda não é um assunto de domínio da população paraense. “A ideia era destacar que, apesar de o evento ser realizado aqui, nem todos sabem exatamente do que se trata. A proposta não era falar com professores, pesquisadores ou especialistas, que já sabem o que é a COP30, mas alcançar a população em geral, que também precisa ter esse conhecimento”, explica a professora Priscila.

A aluna Emily Moreira destaca o diferencial entre a Obsma e as demais olimpíadas de científicas realizadas no país. “A Obsma não é uma olimpíada qualquer. Ela tem uma proposta que estimula a nossa criatividade. Não é só uma disputa ou uma prova. Aprendemos muito durante todo o processo e, ao final, o prêmio vai muito além de uma ajuda financeira”. O prêmio, ela conta, é uma bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Como bolsistas do CNPq, somos incentivadas a aprofundar nossos estudos científicos. Nós somos o exemplo que essa oportunidade pode chegar aos lugares mais distantes do país”, complementa Emily.

Sobre a participação do grupo na Olimpíada, um detalhe chama ainda mais atenção: eles foram, literalmente, o último projeto a ser inscrito. “A gente pensava em fazer um trabalho nesse sentido e por isso já tínhamos algumas imagens gravadas. Mas, o projeto mesmo foi feito em algumas horas. Conseguimos colocar o vídeo na plataforma no último segundo, de verdade. A gente até pensava que não tinha conseguido. Só descobrimos que realmente estávamos inscritos quando a professora foi informada da nossa seleção como destaque regional. Foi muito emocionante”, conta Thamires Lopes.

Regulamento e inscrição

Vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), a Obsma é voltada para estudantes e professores do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino técnico concomitante, de escolas públicas e privadas. As inscrições nas modalidades de Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências é gratuita e os professores devem inscrever projetos realizados entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026 em apenas uma delas. As inscrições são feitas no site da Obsma e o tema de cada projeto é de livre escolha.

Numa primeira etapa, serão selecionados 42 projetos para concorrer à indicação de Destaque Nacional, num evento que acontecerá no campus Manguinhos, no Rio. Um professor e um aluno de cada um dos projetos selecionados serão convidados a participar da cerimônia final de premiação, com despesas de viagem pagas pela Fiocruz e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Ao final, seis projetos serão indicados como destaques nacionais. 

Além de incentivar a investigação e a pesquisa, a Olimpíada reconhece os melhores trabalhos com premiações que incluem menções honrosas e oportunidades de apresentação em eventos científicos. O regulamento está disponível no site e as inscrições podem ser feitas online. A iniciativa da Fiocruz conta com o apoio de secretarias de educação, órgãos federais de saúde e meio ambiente, além de conselhos educacionais e ambientais, reforçando seu caráter integrador e colaborativo. 

Em 12 edições, a Obsma mobilizou milhares de alunos e professores de todo o país, com mais de 5 mil projetos inscritos, abrangendo áreas como educação ambiental, prevenção de doenças, qualidade de vida, uso racional de recursos naturais e tecnologias sustentáveis. Desde 2001, a Olimpíada mobilizou 3,6 mil escolas de 3,2 mil municípios e envolveu 28,5 mil professores. No total, cerca de 510 mil estudantes participaram das atividades científicas.



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