Em uma época em que todas as funções públicas de nosso país estão absolutamente deturpadas, uma das que se encontram mais perdidas é a função de vereador.
Nessas últimas eleições vi candidato defendendo sua reeleição com a argumentação de que ele sempre providenciava (para o cidadão que paga seu salário) ajuda em primeira hora, como ambulância, marcação de consultas, passe livre no transporta público etc.
Os políticos conseguem falir toda a máquina pública criada para suprir a necessidade da população, para posteriormente posarem de bonzinhos, de salvadores da pátria, como se esse ou aquele serviço fosse um favorzão pessoal, algo que ninguém tem, que ninguém pode ter, mas que ele, o vereador, consegue por ter um coração do tamanho do mundo.
Outra atitude inconsequente é o oportunismo para trocar nomes de ruas a cada personalidade conhecida que morre na cidade. Ora, um dos maiores transtornos para moradores e estabelecimentos comerciais é, justamente, a troca do nome de sua rua. As pessoas precisam alterar todos os seus documentos, cartões de crédito, carnês de prestação, IPVA… enfim, todos os cadastros que tiver.
E as empresas? Essas, entre outras coisas, precisam alterar até seus contratos sociais. Algum vereador tem noção dos custos e dificuldades disso? Não. Aliás, eles não têm noção de nada. E olha que não vou nem falar sobre as negociatas que fazem com prefeitos Brasil afora para votar a favor deste ou daquele interesse.
Vem aí meu novo livro: A Mulher da Quarta-Feira – aguarde!



