Ibovespa e o impacto de indicadores macroeconômicos

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O Ibovespa encerrou a quinta-feira (25) em queda de 0,37%, situando-se em 125.954 pontos, marcando o terceiro dia consecutivo de perdas. A sessão foi influenciada pela divulgação do IPCA-15 de julho e do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos, ambos superando as expectativas do mercado e reforçando a possibilidade de um cenário inflacionário persistente.

Destaques do pregão

  • Desempenho Negativo: Vamos (VAMO3) recuou 3,5%, refletindo expectativas negativas em relação aos resultados do segundo trimestre.
  • Desempenho Positivo: Lojas Renner (LREN3) avançou 2,4%.

Temporada de Resultados do 2T24

  • Brasil: Usiminas divulgará seus resultados.
  • Internacional: 3M divulgará seus resultados.

Renda fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quinta-feira com forte abertura em toda a curva. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de 2 anos fecharam em 4,41% (+4,0bps) e os de 10 anos em 4,27% (-1,0bps). Os contratos DI jan/25 fecharam em 10,785% (alta de 10bps), DI jan/26 em 11,775% (alta de 18bps), DI jan/27 em 12,03% (alta de 18,5bps), e DI jan/29 em 12,23% (alta de 10bps).

Mercados globais

Na sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos abriram em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +1,0%) após dados positivos do PIB do segundo trimestre. As bolsas globais também apresentaram alta com o arrefecimento do sell-off global. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%) e, na China, as bolsas fecharam em território positivo (CSI 300: +0,3%; HSI: +0,1%).

Economia

No Brasil, o IPCA-15 subiu 0,30% m/m, superando as expectativas de mercado (0,22%), apresentando um desafio para a política monetária. A arrecadação federal continua a bater recordes, mas ainda está abaixo do necessário para cumprir a meta de resultado primário. A agenda de hoje inclui o resultado primário do governo central e as estatísticas de crédito do Banco Central, ambos referentes a junho.

No cenário internacional, o PIB dos EUA cresceu acima do esperado no 2T24, embora mostre sinais de moderação na margem. Hoje, todas as atenções estarão voltadas para a divulgação do índice de inflação medido pelo deflator do PCE, a medida preferida do Fed, banco central americano.

Visão geral

No Brasil, o real continua a sofrer com os temores fiscais, que ofuscam qualquer otimismo com os ativos locais. A revisão do orçamento ficou aquém do necessário, e novas reduções de gastos serão necessárias para recuperar a confiança dos investidores. A prévia da inflação subiu ligeiramente acima das expectativas, e espera-se que o Copom mantenha as taxas de juros inalteradas na próxima reunião, refletindo a preocupação com o avanço dos preços.

Nos Estados Unidos, o relatório do PIB do segundo trimestre sugere que os temores de desaceleração econômica podem estar exagerados, com a economia crescendo quase 3%. A sustentabilidade desse crescimento robusto permanece em questão. O foco hoje será no índice de inflação PCE, que pode limitar a queda do dólar, a menos que haja uma surpresa significativa que influencie as expectativas de cortes de juros.

Na Europa, os números do PMI de julho decepcionaram, especialmente na Alemanha e na França. Não haverá divulgação de dados econômicos na Zona do Euro hoje, mas os investidores aguardam o PIB do segundo trimestre e os números preliminares da inflação de julho na próxima semana, fundamentais para a trajetória do euro.

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