Fiocruz participa de painel no Fórum Econômico Brasil-Índia

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Em um cenário de rápidas transformações geopolíticas e econômicas, fortalecer os laços entre Brasil e Índia é essencial para ampliar o intercâmbio comercial e tecnológico e identificar oportunidades de parcerias entre os dois países. O Fórum Econômico Brasil-Índia, que ocorreu em 7 de julho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, consolidou essa relação, promovendo o diálogo entre empresários, diplomatas e representantes dos governos de ambos os países. O evento teve transmissão pelo canal da ApexBrasil no YouTube e está disponível na íntegra.
 

O Fórum ocorreu paralelamente à Reunião de Cúpula do Brics na capital fluminense, que teve por objetivos a cooperação e o alinhamento entre países com desafios comuns de desenvolvimento. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) tem um papel estratégico no fortalecimento da saúde global no contexto do Brics por integrar redes internacionais e liderar projetos para o enfrentamento de emergências sanitárias por meio da cooperação com os demais países do Sul Global. O evento contou com a participação da diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber, que abriu o painel Indústria farmacêutica e ciências da vida

De acordo com Rosane Cuber, o Instituto tem discutido estratégias conjuntas para ampliar o acesso equitativo a vacinas, fortalecer a resposta a alertas epidemiológicos e contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3: “Bio-Manguinhos está comprometido com a promoção de parcerias Sul-Sul, alinhado à tradição diplomática brasileira e focado na cooperação técnica e científica com países que enfrentam desafios semelhantes, como a Índia. A unidade mantém diálogo ativo em fóruns como a Rede de Produtores de Vacinas dos Países em Desenvolvimento (DCVMN) e o Brics no qual representa o Brasil no Centro de P&D de Vacinas”, explicou.

Durante o evento, Rosane destacou que, apesar do potencial de parceria entre esses países, há desafios que podem ser superados. Eles se enquadram, especialmente, nos campos regulatório e logístico, que podem tornar o processo de importação e registro dos ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) da principal fornecedora global, a Índia, ao Brasil, mais lento e oneroso: “O Brasil e a Índia têm muitas sinergias nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e produção de insumos para a saúde, e mantêm um histórico de apoio mútuo. Devemos aproveitar isso para avançar em parcerias estruturantes que contribuam com a criação de um ambiente mais favorável para a inovação conjunta e sustentável em prol da saúde pública global”, enfatizou.

O Fórum Econômico Brasil-Índia

O encontro foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara de Comércio Índia-Brasil (CCIB) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI). O objetivo foi ampliar o intercâmbio comercial e tecnológico entre Brasil e Índia, identificando oportunidades de parcerias e explorando o potencial de ambos os países. Este ano, além do tema de indústria farmacêutica, o evento abordou assuntos como transição energética, segurança alimentar, novas indústrias e inovação tecnológica.



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