Fiocruz participa da campanha Rio Capital Mundial do Livro da Unesco

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A Fiocruz recebeu na segunda-feira (28/7) a visita do secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro, Lucas Wosgrau Padilha. O objetivo da visita foi estreitar o relacionamento entre as instituições e inserir a Fundação como parte da programação oficial da campanha Rio Capital Mundial do Livro da Unesco. É a primeira vez que uma cidade de língua portuguesa recebe o título, que reconhece o compromisso com a promoção da leitura e do acesso à cultura. A programação, ao longo dos próximos meses, inclui a Bienal do Livro, eventos culturais como leituras públicas, debates, oficinas e apresentações artísticas, com foco na literatura e na importância do livro, revitalização de bibliotecas e iniciativas em comunidades.

Representantes da Fiocruz receberam, na segunda-feira (28/7), a visita do secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro, Lucas Wosgrau Padilha (foto: Peter Ilicciev)

 

Segundo o secretário Lucas Padilha, a Fiocruz é uma parceira importante da Prefeitura do Rio de Janeiro e “síntese da excelência brasileira na saúde, na ciência e na cultura”. Padilha acompanhou uma apresentação, feita pelo diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Marcos José de Araújo Pinheiro, da candidatura do Castelo Mourisco, sede e símbolo da Fiocruz, a Patrimônio Mundial da Unesco. Bastante impressionado com o conteúdo da candidatura, representada principalmente pelo Conjunto Histórico de Manguinhos e fortemente vinculada ao conceito de território, que tem um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano do município, ele afirmou que “a Fiocruz será muito em breve – com todo nosso apoio e trabalho conjunto – o primeiro Patrimônio da Humanidade da Zona Norte do Rio”.

Padilha também conheceu o programa Periferia Brasileira de Letras e a Festa Literária Internacional da Fiocruz (FLIFio), marcada para este ano e que celebra o Rio como Capital Mundial do Livro da Unesco, e prometeu apoio. “Vamos celebrar esta parceria interfederativa, em defesa da cultura e da ciência”, disse o secretário. O programa e a festa foram apresentados pelo coordenador da Área de Cultura da Cooperação Social da Fiocruz e criador do Bando Editorial Favelofágico, Felipe Eugênio.

A FLIFio é uma plataforma colaborativa que reúne a Presidência da Fiocruz e suas unidades técnico científicas, construída com o Escritório de Captação de Recursos da Fundação. “A Festa Literária Internacional da Fiocruz vai valorizar a cultura periférica e promover um espaço de difusão de conhecimentos sobre as determinações sociais da saúde, divulgação científica e promoção da literatura, tendo a periferia como grande protagonista. Uma celebração da ciência e da cultura que terá como foco a população carioca, especialmente a moradora de territórios de favela”, destacou Eugênio. O evento será uma parceria com o Ministério da Igualdade Racial, a Secretaria Municipal de Educação, Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). Terá uma programação plural e 100% gratuita.

Presidente da Fiocruz, Mario Moreira presenteou o secretário Lucas Padilha com livro comemorativo pelos 125 anos da Fundação, lançado recentemente. Padilha retribuiu dando livros aos participantes do encontro (foto: Peter Ilicciev)

 

O Periferia Brasileira de Letras, uma parceria com o Ministério da Cultura, é uma outra plataforma colaborativa. A iniciativa visa reforçar o trabalho de coletivos literários de periferia na interlocução com o poder público em busca de transformações sociais e realizada em dez estados. Eugênio também destacou as Residências Literárias Favelofágicas, que permitem a autores e estudantes de periferias produzir livros tendo como base um viés antirracista.

Diretor Institucional da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio) e coordenador-geral do Escritório de Captação de Recursos da Fundação, Luis Fernando Donadio destacou as principais atividades e portfólio de gestão cultural de projetos que promovem cultura, educação, cidadania, ciência e saúde. Ele comentou sobre o programa Formação em Captação e Gestão para Organizações de Favelas, que oferece formação qualificada em captação de recursos e gestão de projetos e tem ampliado o fortalecimento institucional de 50 organizações sociais de favelas cariocas.



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