A Fiocruz lançou três novas publicações de seus pesquisadores e egressos. As obras trazem contribuições inéditas para os campos da história da ciência, saúde pública, museus e acervos.
Um dos lançamentos é Uma história das leishmanioses no Novo Mundo: avanços e desafios do tempo presente, organizado pelo pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Jaime Benchimol e lançado pela Editora Mauad com apoio da Faperj. Terceiro volume de uma série sobre o tema, o livro apresenta uma abordagem ampla e multidisciplinar sobre um dos grupos de doenças tropicais mais complexos e negligenciados. A obra analisa pesquisas realizadas no Brasil e em outros países, evidenciando a urbanização das leishmanioses e a necessidade de respostas urgentes por parte da ciência e da sociedade.
O volume reúne textos de outros sete autores e totaliza 12 capítulos, 6 deles escritos pelo próprio organizador. Ao articular transformações socioambientais, mudanças climáticas, dinâmicas econômicas e políticas de saúde pública, o livro apresenta um panorama dos avanços alcançados e dos obstáculos que ainda marcam o enfrentamento dessas doenças.
Outro lançamento é O museu aprendiz, de Ana Carolina de Souza Gonzalez, pesquisadora do Museu da Vida (COC/Fiocruz). Com ilustrações de Caio Baldi, o livro integra a coleção História e Patrimônios da Saúde e da Ciência, da Editora Hucitec, conta com o apoio da Faperj, e resulta de uma pesquisa que articula reflexão teórica e intensa vivência profissional. A partir de sua experiência em museus de ciência e da pesquisa desenvolvida no doutorado, a autora busca novas contribuições para as práticas desse campo, examinando os processos de aprendizagem em museus, especialmente os itinerantes.
O livro propõe uma mudança de perspectiva ao convidar o leitor a perceber que são os museus que podem aprender com a sociedade e não o contrário, como é tão comum na literatura. Ao analisar como as interações entre profissionais e públicos geram entendimentos compartilhados e coproduções de saberes, a obra instiga a repensar os museus itinerantes como espaços dinâmicos, abertos e em constante transformação.
Por fim, será lançado O corpo no vidro: fotografias e peças anatômicas da Fundação Oswaldo Cruz, de Lucas Cuba Martins, que conduz o leitor aos bastidores da ciência brasileira no início do século 20. O livro, que também faz parte da coleção História e Patrimônios da Saúde e da Ciência, da Editora Hucitec, reconstrói a história das fotografias científicas produzidas no Instituto Oswaldo Cruz entre 1900 e 1960. São imagens raras, muitas delas desconhecidas do grande público, que revelam a atividade intensa do antigo Serviço de Fotografia e do Museu da Patologia.
Ex-aluno do mestrado profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz), Lucas Cuba Martins recebeu o prêmio de Melhor Dissertação de Mestrado em História das Ciências 2024 da SBHC. O livro resulta diretamente de sua pesquisa premiada e, mais do que recuperar um patrimônio visual, propõe novas interpretações sobre o papel da fotografia na história das ciências, revelando percursos pouco conhecidos que moldaram a pesquisa biomédica brasileira.


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