O Brasil está atordoado com os violentos motins nas prisões do norte do país, onde o requinte de crueldade ultrapassa a imaginação dos diretores de filmes surrealistas.
No mundo inteiro há uma máxima que diz: quanto mais escolas, menos prisões e menos hospitais.
Ou seja, a educação é o pilar mais importante, o investimento de maior prioridade em qualquer país. Mais importante do que o investimento na saúde. Por quê? Porque só é possível ter saúde quando se tem educação. Só é possível impedir a violência quando se tem educação.
Entretanto, o Brasil sempre fez o caminho inverso. Um preso custa quase 5 mil reais por mês, enquanto um estudante custa MENOS de 5 mil AO ANO.
Não vou muito longe para exemplificar. Na década de setenta eu estudei em um dos melhores colégios públicos do país, o Polivalente. E o que fizeram com essa escola? Desmembraram uma gigantesca área que era destinada a práticas agrícolas e a doaram para a construção de um Fórum da Justiça do Trabalho.
Alguns estúpidos ainda tentam me convencer de que aquela área estava ociosa. Ora, o erro era exatamente a ociosidade. Por que no meu tempo ela era muito ativa? Porque se investia na formação dos jovens. Quanto menos escolas, mais fóruns e prisões serão necessários.
Mas se você pensa que parou por aí, segura essa: informaram-me que já desmembraram uma outra parte, igualmente gigantesca e onde se praticava esporte, para a construção de um batalhão da polícia militar.
Preciso dizer mais nada.



