Diretora-geral da Iarc/OMS visita a Fiocruz e participa de seminário sobre câncer

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Diretora-geral da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Elisabete Weiderpass visitou a Fiocruz, nesta quarta-feira (26/11), para um encontro com o vice-presidente-adjunto de Saúde global e Relações Internacionais, Marcelo Pelajo, o coordenador-adjunto do Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz), Alessandro Jatobá, os coordenadores do projeto de pesquisa Doenças Crônicas e Tecnologias de Saúde do CEE/Fiocruz, José Gomes Temporão e Luiz Santini, a pesquisadora do projeto Mirian Cohen, e a analista de Relações Institucionais do CEE/Fiocruz, Emmanuelle Lopes Neto. A agenda incluiu uma visita ao Castelo Mourisco, no Rio de Janeiro.

Diretora-geral da Iarc/OMS, Elisabete Weiderpass visitou a Fiocruz (foto: CEE/Fiocruz)

 

Elisabete será palestrante na abertura do seminário Controle do Câncer no Século 21: desafios globais e soluções locais, que o CEE/Fiocruz realiza, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), nos dias 27 e 28 de novembro. Primeira mulher a estar à frente da Iarc, ela abordará o tema Controle do câncer: lições aprendidas e desafios globais e no Brasil, enfatizando a promoção da saúde, as ações preventivas, o acesso oportuno a diagnóstico e tratamento e o papel da inovação científica e tecnológica, com ética e equidade.

No encontro, Elisabete agradeceu a Santini, ex-diretor do Inca (2005-2015), por ter inserido o Brasil na Iarc, em sua gestão. “Por sua influência é que estamos aqui hoje”, disse. Elisabete observou ainda que o modelo implementado no Brasil, em especial a partir da gestão de José Temporão como ministro da Saúde, voltado à busca de autonomia tecnológica, produção de vacinas e produção de genéricos, a maioria dos países não alcançou. “A Europa só acordou depois da Covid-19 – sem paracetamol, sem antibiótico, luvas da China, máscaras da Índia. E vocês, pioneiros, tiveram essa visão. Isso é excepcional”, considerou.

Santini destacou sua gestão no Inca como oportunidade de aprendizado, tendo trabalhado desde então na perspectiva do controle do câncer em oposição à ideia de guerra à doença. Ele observou que a dicotomia controle versus guerra para lidar com o cuidado ao câncer – tema a ser enfatizado no seminário – é um obstáculo para o desenvolvimento de uma estratégia correta. “Nossa expectativa no seminário é consolidar esse conceito”, disse, lembrando que o Brasil já tem sua Política Nacional de Controle do Câncer (instituída em 2023), que, no entanto, precisa ser fortalecida.

Temporão enfatizou as singularidades do Brasil, que tem o maior sistema universal de saúde do mundo, um sistema de regulação de excelência, com a Anvisa, uma rede importante de hospitais, atuação e ensino e pesquisa, entre outros aspectos que possibilitam ao país “ser um player e não um consumidor passivo de tecnologia”.

O ex-ministro observou também as peculiaridades da Fiocruz, instituição sem equivalentes no mundo, reunindo história, produção de vacinas e insumos e produção acadêmica. Ele destacou o perfil do projeto de pesquisa que coordena ao lado de Luiz Santini e que aborda o cuidado ao câncer de forma transversal, tomando o acesso – à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento, aos cuidados paliativos, às tecnologias de ponta – como questão central.

Após as exposições, o vice-presidente-adjunto Marcelo Pelajo fez uma apresentação sobre a Fiocruz e sua atuação no Brasil e no mundo, suas unidades e escritórios, redes multidisciplinares de pesquisa, a atuação em inteligência epidemiológica e cooperações internacionais, entre outros pontos. Marcelo lembrou que a Fiocruz está revisando sua agenda de pesquisa, por meio do Fórum Oswaldo Cruz, levado à frente pelas vice-presidências de Pesquisa e Coleções Biológicas e de Educação, Comunicação e Informação. O encontro apontou também para a possibilidade de se estabelecer um acordo de cooperação entre a Iarc e a Fiocruz.

Seminário Controle do Câncer nos Século 21

Com transmissão ao vivo pelo canal da Video Saúde no YouTube, o seminário abordará o papel da prevenção e da atenção primária à saúde no cuidado ao câncer, ao lado da busca por acesso mais equitativo ao diagnóstico e ao tratamento, permeando a discussão com uma crítica à ideia de guerra à doença.

Elisabete Wanderpass fará sua exposição, Controle do Câncer: Lições aprendidas e desafios globais e no Brasil, na manhã desta quinta-feira (27/11), às 10h30, com comentários do diretor do Institute for Cancer Policy e codiretor do Centre for Conflict & Health Research (online), Richard Sullivan, e introdução de José Gomes Temporão.

Serviço:
Data: 27 e 28 de novembro;
Horário: 8h às 18h30 (dia 27); 8h30 às 16h30 (dia 28);
Local: Hotel Windsor Flórida – Rua Ferreira Viana, 81, Rio de Janeiro, RJ.
Inscrições encerradas.

Assista online:

Dia 27/11:  

Dia 28/11:  



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