Ontem foi um dia repleto de atividades, com uma série de eventos econômicos e corporativos marcantes.
O IPCA-15, uma prévia da inflação de março, registrou uma desaceleração em comparação com o mês anterior. No entanto, os economistas estão cautelosos em relação a esse número, uma vez que os preços dos serviços continuam pressionados, representando um risco para a expectativa de desinflação no futuro. Se a inflação não continuar a diminuir, o cenário para uma redução nas taxas de juros se torna mais incerto.
Falando em juros, a ata da última reunião do Copom foi divulgada ontem. Nessa reunião, o comitê decidiu cortar novamente a taxa básica de juros para 10,75% ao ano. A ata revelou uma mudança na orientação futura para os próximos cortes. Anteriormente, o Copom sinalizava reduções de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões, mas agora indica apenas para a próxima, no singular. Além disso, o comitê enfatizou o aumento das incertezas tanto no cenário econômico brasileiro quanto internacional.
Em meio a todas essas questões que adicionam incertezas ao cenário — inflação, juros, crescimento, eleições —, uma decisão do legislativo americano introduziu um novo elemento à mistura neste mês. Em meio às disputas econômicas entre os EUA e a China, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei propondo banir o aplicativo chinês TikTok do país.



