O mercado de trabalho do novo milênio tem cada vez mais se adaptado a indiferença na relação entre empregador e empregado, na filosofia de distribuição desigual do poder. Recrutadores precisam de ajuda tanto quanto os candidatos as vagas de emprego. Qualquer desequilíbrio entre a oferta e a demanda deve ser disputada no âmbito do talento – e quando a disputa por uma vaga for enorme, o valor do salário vai cair.
Portanto, quando você é o recrutador da história, tenha em mente que, para o entrevistado, aquele momento é tão importante quanto é para você. Não há razões para utilizar de táticas complexas ou pegar pesado com quem você ainda nem sabe se vai trabalhar com você ou não.
Bons entrevistadores não precisam saber o quanto você ganha hoje, mas sim sobre as experiências que você já teve na vida. Não há quem queira desperdiçar tempo, bons recrutadores precisam ser realistas com seus entrevistados – ou com qualquer pessoa que seja. O quanto você ganha ou deixa de ganhar não é da conta de absolutamente ninguém.
E é claro, se for por este motivo que a vaga vai deixar de ser sua, fique tranquilo: o mercado gira e o que tiver de ser seu, será. Quanto mais você acreditar em si mesmo, mais pessoas acreditarão em você também. Mas mantenha seus detalhes para si mesmo e lembre-se que para contratá-lo, as pessoas precisam merecê-lo.



