Os brasileiros de até 30 anos passaram a liderar a compra de imóveis no país. Levantamento da construtora Blendi mostra que essa faixa etária responde por 64,2% das aquisições realizadas pela empresa, sinalizando uma mudança consistente no perfil do comprador.
A tendência é reforçada por pesquisas nacionais. Segundo a Brain Inteligência Estratégica, jovens de 21 a 28 anos, da Geração Z, concentram os maiores níveis de intenção de compra no início de 2026, com 59% planejando adquirir um imóvel, ante 49% no mesmo período de 2025. Já estudo da Loft em parceria com a Offerwise indica que 65% dos jovens entre 18 e 34 anos pretendem comprar um imóvel nos próximos anos, principalmente para sair do aluguel e buscar estabilidade financeira.
Movimento global e foco em segurança patrimonial
O comportamento não é exclusivo do Brasil. Levantamentos da CBRE apontam que, mesmo diante de juros elevados e custo de vida pressionado, os jovens continuam vendo o imóvel como base de segurança financeira e construção de patrimônio no longo prazo, especialmente em mercados emergentes.
Perfil do comprador jovem
Na Blendi Empreendimentos, o perfil dos interessados acompanha essa tendência. Jovens representam 58% dos leads cadastrados. Entre os compradores, 96,68% são solteiros, enquanto entre os interessados esse número é de 87,42%, com leve predominância masculina.
No Brasil, imóveis menores e mais acessíveis se consolidam como principal porta de entrada para esse público, o que reforça a relevância de políticas habitacionais voltadas ao primeiro imóvel.
Minha Casa, Minha Vida impulsiona acesso
Nesse contexto, o Minha Casa, Minha Vida tem papel central ao facilitar o financiamento inicial, com entrada reduzida, subsídios e condições adaptadas a famílias em formação de patrimônio. Grande parte das compras realizadas por jovens ocorre dentro das faixas do programa.
Fundada em 2019, a Blendi atua com foco nesse público e já soma mais de 3 mil apartamentos lançados no Paraná, especialmente no norte do estado.
“Depois de um 2025 marcado por ajustes econômicos, 2026 começa com sinais mais favoráveis para o crédito habitacional. A ampliação dos limites do Minha Casa Minha Vida, a expectativa de redução da taxa básica de juros e o orçamento recorde do FGTS criam um ambiente mais estável para quem pretende financiar o primeiro imóvel”, avalia Beto Justus, CEO da companhia.
Para Luã Brandalise, COO da empresa, o cenário atual reúne condições estruturais favoráveis. “Há uma combinação relevante de oferta de crédito, previsibilidade de funding e ajustes nas políticas habitacionais que melhora a capacidade de acesso do comprador. Esse tipo de alinhamento entre recursos, demanda e condições de financiamento não é permanente, o que torna o atual ciclo mais oportuno para a aquisição do primeiro imóvel”, afirma.
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Informações retiradas de Estadão Mato Grosso


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