A inadimplência de aluguel no Brasil caiu pelo segundo mês consecutivo e chegou a 3,18% em abril, o menor nível dos últimos 12 meses. O resultado dá sequência ao recuo registrado em março, quando o índice havia ficado em 3,21%, após a alta observada em fevereiro. Na comparação com abril de 2025, quando a taxa estava em 3,15%, a diferença é um aumento de apenas 0,03 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Para Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o resultado sugere uma acomodação da inadimplência em um patamar relativamente baixo, apesar de o cenário ainda exigir atenção.
“A sequência dos últimos meses mostra uma melhora depois da alta registrada em fevereiro, mas ainda é cedo para tratar esse movimento como uma tendência consolidada. A inadimplência segue em patamar baixo no agregado nacional, porém há diferenças importantes por faixa de aluguel, tipo de imóvel e região. Para as imobiliárias, o ponto central é acompanhar essas variações de perto, porque o risco não se distribui da mesma forma em toda a carteira”, afirma.
Na análise por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$3.000 e R$5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.
Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$13.000 também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.
“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.
Em abril, o Nordeste registrou 4,98% de inadimplência, alta de 0,21 ponto percentual em relação a março, e permanece com a maior taxa do país. O Norte segue em segundo lugar, com aumento de 4,37% em abril, ante os 4,29% do mês anterior. No sentido oposto, Centro-Oeste (de 3,17% para 2,97%), Sudeste (de 3,14% para 2,94%) e Sul (de 2,77% para 2,65%) recuaram, com o Sul mantendo a menor taxa nacional pelo terceiro mês seguido.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:
Índice de Inadimplência Locatícia · Abril/26
Situação da inadimplência por região brasileira
Índice de Inadimplência Locatícia · Abril/26
Taxa de inadimplência por mês
Taxa mensal
Pico
Índice de Inadimplência Locatícia · Abril/26
Inadimplência por região e tipo de imóvel
Norte
Apto. 3,48%
Casa 4,36%
Comercial 6,64%
Nordeste
Apto. 3,52%
Casa 5,78%
Comercial 7,54%
Centro-Oeste
Apto. 1,63%
Casa 4,37%
Comercial 4,05%
Sudeste
Apto. 2,00%
Casa 3,20%
Comercial 3,92%
Sul
Apto. 1,98%
Casa 3,02%
Comercial3,88%
Índice de Inadimplência Locatícia · Abril/26
Inadimplência por faixa de aluguel
| Faixa de aluguel | Apartamento | Casa | Comercial |
|---|---|---|---|
| Até R$ 1.000 | 4,85% | 6,30% | 7,00% |
| R$ 1.000 a R$ 2.000 | 2,03% | 2,62% | 3,95% |
| R$ 2.000 a R$ 3.000 | 1,49% | 2,34% | 3,47% |
| R$ 3.000 a R$ 5.000 | 1,36% | 2,56% | 3,66% |
| R$ 5.000 a R$ 8.000 | 1,44% | 3,25% | 3,69% |
| R$ 8.000 a R$ 13.000 | 2,44% | 4,80% | 4,15% |
| Acima de R$ 13.000 | 2,88% | 6,33% | 4,43% |
Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então inscreva-se na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado imobiliário. Vejo você lá!
Informações cedidas por SuperLogica


Ad

