O IGP-M, índice usado como referência para reajustes de aluguel, avançou 0,52% em março, segundo a FGV. Em fevereiro, havia recuado 0,73%. No mesmo mês de 2025, o índice também registrou queda de 0,34%.
A alta foi puxada principalmente pelo IPA, que subiu 0,61%, com destaque para produtos agropecuários, que avançaram 1,59% após forte queda no mês anterior. Já os produtos industriais tiveram alta de 0,28%.
O grupo de derivados de petróleo também influenciou o resultado, ao passar de queda de 4,63% em fevereiro para alta de 1,16% em março. “Esse movimento está associado à elevação da percepção de risco sobre a oferta global de petróleo, diante da intensificação do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, o que tem pressionado as cotações”, disse o economista do FGV Ibre, Matheus Dias.
No varejo, o IPC subiu 0,30%, com destaque para a aceleração de alimentos, que passou de 0,17% para 0,95%.
Impacto no mercado imobiliário
Apesar da alta no mês, o IGP-M acumula queda de 1,83% em 12 meses, o que ainda limita reajustes de aluguel. Para o setor imobiliário, o cenário indica pressão pontual de custos, mas sem impacto relevante nos contratos no curto prazo.
“Nesta edição do IGP-M, o IPA mantém-se sob forte influência da agropecuária, com destaque para as contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho, que ajudaram a impulsionar a aceleração do índice. Ao mesmo tempo, o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos.”
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