O Gemini disse
O volume de financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somou R$ 12,1 bilhões em janeiro de 2026. O montante representa uma queda de 8,2% em relação a janeiro do ano passado e de 28,4% na comparação com dezembro de 2025. Apesar da retração, o volume é o quarto melhor para um mês de janeiro na série histórica. Em termos de unidades, foram financiadas aquisições e construções de 35,7 mil imóveis no primeiro mês do ano. Este número indica uma redução de 5,5% comparado a janeiro de 2025 e uma queda de 28% em relação ao mês imediatamente anterior. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o montante financeiro alcançou R$ 155,2 bilhões, resultado 15,7% inferior ao registrado no período imediatamente anterior.
O cenário da captação e o crescimento do funding livre
A poupança SBPE registrou captação líquida negativa de R$18,81 bilhões em janeiro. O saldo totalizou R$752,5 bilhões, evidenciando uma queda de 1,8% frente a dezembro. O movimento reflete o padrão sazonal do período, marcado pelo aumento dos saques, uma vez que a concentração de despesas no início do ano eleva a necessidade de recursos pelas famílias com IPVA, IPTU e gastos escolares.
Com a menor disponibilidade de recursos da poupança para essas operações, os financiamentos com funding livre ficaram mais frequentes. Em janeiro de 2026, tais operações somaram R$ 2,26 bilhões. O valor mostra uma alta de 3,5% quando comparado a janeiro do ano passado. Os financiados com funding livre viabilizaram operações de aquisição e construção de 12,9 mil imóveis em janeiro. No ranking de instituições financeiras no mês para aquisição e construção, a Caixa liderou com R$ 6.195,5 milhões, seguida por Itaú Unibanco com R$ 2.965,2 milhões e Bradesco com R$ 1.603,0 milhões.
Impactos práticos para o setor imobiliário
A retração nos recursos do SBPE e o avanço proporcional do funding livre trazem consequências diretas para a dinâmica do setor e reconfiguram as estratégias dos agentes envolvidos. Com a menor liquidez da caderneta, os incorporadores enfrentam a necessidade imediata de estruturar linhas alternativas de captação para garantir o fluxo de caixa e viabilizar financeiramente os novos lançamentos. Simultaneamente, os compradores tendem a encontrar um cenário de crédito mais exigente e com custos mais elevados, já que o funding livre reflete taxas mais alinhadas à realidade do mercado do que a tradicional poupança subsidiada.
Esse ambiente de transição exige uma adaptação rápida dos profissionais de vendas. Os corretores de imóveis precisam refinar sua abordagem e atuar com um perfil aprofundado de consultoria financeira, orientando os clientes de forma estratégica na complexa jornada de aprovação de crédito. Por outro lado, o panorama atual amplia as janelas de oportunidade para os investidores. O vácuo estrutural deixado pelos saques da poupança impulsiona a atratividade e o protagonismo de instrumentos de crédito privado imobiliário, consolidando novas vias de rentabilidade para quem financia o desenvolvimento do setor.
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Dados retirados do Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança.


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