Déficit habitacional cai pelo segundo ano seguido e atinge menor nível da série histórica

Date:

Ad

O déficit habitacional no Brasil recuou pelo segundo ano consecutivo e encerrou 2024 em 5,77 milhões de moradias, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP), divulgado pelo Ministério das Cidades. A queda foi de 3,4% em relação a 2023 e de 7,1% em dois anos, após o pico registrado em 2022, quando o indicador superou 6 milhões.

Em termos proporcionais, o déficit representa 7,4% dos domicílios ocupados, o menor patamar da série histórica, ante 7,6% no ano anterior.

A redução está associada, principalmente, à retomada do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em 2023. No acumulado de 2023 e 2024, 441 mil famílias deixaram de integrar o déficit habitacional, enquanto 923,9 mil moradias foram entregues pelo programa.

Apesar da melhora, mudanças no perfil das famílias limitaram uma queda mais expressiva. “Crescimento do número de famílias unipessoais impediu que retração do déficit fosse maior” — Jader Filho.

Pressão do aluguel segue como principal componente

O ônus excessivo com aluguel continua sendo o principal fator do déficit, concentrando 3,59 milhões de domicílios, ou 62,14% do total. Em 2023, eram 3,66 milhões. O indicador considera famílias com renda de até três salários mínimos que comprometem mais de 30% da renda com aluguel.

A redução registrada em 2024 é a primeira desde 2016, refletindo efeitos combinados do MCMV e do aumento da renda.

Habitação precária e coabitação também recuam

O déficit por habitação precária caiu 7%, passando de 1,24 milhão para 1,16 milhão de moradias. Já a coabitação, que inclui domicílios com mais de um núcleo familiar ou alta densidade por dormitório, recuou 3,9%, de 1,07 milhão para 1,03 milhão.

Os três componentes do déficit apresentaram queda em termos absolutos.

Diferenças regionais e impacto climático

O recuo foi puxado pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já Sul e Sudeste registraram aumento no déficit, influenciado por eventos climáticos, coabitação e pressão do aluguel.

Inadequação de moradias cresce

Apesar da queda no déficit, o número de imóveis com algum tipo de inadequação aumentou. Em 2024, foram 27,9 milhões de domicílios, alta de 209,9 mil em relação a 2023, representando 40,9% do total.

A principal deficiência está na infraestrutura, como falta de acesso adequado à água, esgoto, coleta de resíduos e energia.

Impactos para o mercado imobiliário

A redução do déficit indica melhora gradual nas condições habitacionais e reforça o papel de políticas públicas no estímulo à produção imobiliária, especialmente no segmento econômico.

Para incorporadoras, o cenário aponta continuidade da demanda por habitação de interesse social, com forte dependência de programas como o MCMV.

Corretores e imobiliárias tendem a encontrar maior dinamismo no mercado de baixa renda, enquanto investidores podem observar oportunidades em projetos voltados à locação acessível, diante da ainda elevada pressão do aluguel.

Para compradores, especialmente de menor renda, a ampliação do acesso à moradia segue condicionada à oferta de crédito subsidiado e à manutenção de programas habitacionais.

Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então inscreva-se na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado imobiliário. Vejo você lá!

Informações retiradas de Valor Econômico



Fonte

- Patrocinadospot_imgspot_img

Compartilhar o Post:

Assinar

::: Patrocinado
- Patrocinado -
Powered by GetYourGuide

Popular

- Patrocinadospot_imgspot_img

Relacionados
Relacionados