São Paulo passou a integrar, de forma definitiva, o mapa global do luxo imobiliário. De acordo com um levantamento da CBRE, a capital paulista já ocupa a quinta posição entre os maiores mercados do mundo em branded residences, empreendimentos residenciais de alto padrão associados a marcas globais de moda, design e hotelaria.
O ranking coloca a cidade atrás apenas de destinos tradicionalmente ligados ao ultraluxo, como Dubai, sul da Flórida, Nova York e Phuket, na Tailândia. “Não é pouca coisa para uma cidade que, até poucos anos atrás, sequer figurava nesse radar internacional.”
Onde o luxo se concentra
As branded residences estão concentradas nos bairros mais valorizados da capital paulista, onde a combinação entre escassez de terrenos, alta renda e localização estratégica cria o ambiente ideal para projetos desse porte.
Entre os principais polos estão Jardins e Jardim Europa, considerados “tradicionais redutos do alto padrão”; o Itaim Bibi, que “mescla residências de luxo com um dos principais polos financeiros do país”; e a Vila Nova Conceição, hoje reconhecida como “um dos metros quadrados mais caros do Brasil”. Também se destacam regiões como Jardim América e Jardim Paulista, que concentram projetos assinados e novos lançamentos.
São áreas onde “o preço elevado deixou de ser exceção” e onde a associação com marcas globais contribui para elevar ainda mais o valor dos imóveis.
Por que São Paulo entrou nesse ranking
A entrada de São Paulo no top 5 global das branded residences não é casual. Ela reflete a combinação de três fatores centrais: “concentração de alta renda”, “demanda reprimida por imóveis ultraluxo” e “escassez de terrenos bem localizados”.
Ao mesmo tempo, a chegada de marcas internacionais de moda, design e hotelaria elevou o padrão dos projetos, aproximando a capital paulista dos principais mercados globais do luxo residencial.
Luxo como ativo financeiro
Mais do que status, as branded residences vêm sendo tratadas como “ativos de investimento”. A associação a marcas reconhecidas tende a garantir maior liquidez e potencial de valorização, especialmente em momentos de maior incerteza econômica.
Trata-se de um mercado que cresce em sintonia com a expansão do patrimônio dos super-ricos e que transforma bairros tradicionais de São Paulo em “vitrines globais do alto padrão imobiliário”.
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Informações retiradas de Isabelle Miranda ao Seu Dinheiro


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