Aumento de um real no dólar pressiona preços de alimentos e insumos, enquanto mercado doméstico aguarda definição fiscal
O dólar comercial, que começou o ano cotado a R$ 4,94, chegou à faixa dos R$ 5,80 em novembro, com projeções de R$ 5,48 para o fim do ano. Esse movimento gera impactos na inflação, elevando preços de alimentos e insumos importados, como fertilizantes e ração. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, enquanto Cogna teve alta expressiva de 8,8%, impulsionada por expectativas de recuperação. A Vale, no entanto, caiu 3,3% devido à desvalorização do minério e a um rebaixamento de recomendação.
Em termos de renda fixa, as taxas de juros curtas aumentaram com o mercado cauteloso, aguardando o pacote fiscal do governo, enquanto nos Estados Unidos os rendimentos das Treasuries subiram com o fluxo em direção a ativos seguros. Internacionalmente, os mercados operam em queda, refletindo frustrações com estímulos na China e com dados de confiança abaixo do esperado.
Inflação e Política Monetária
O boletim Focus revelou revisões de alta para a inflação nos próximos anos, com destaque para o aumento nos preços das proteínas e uma Selic projetada em 12,5% para junho de 2025. No setor público, o déficit primário brasileiro atingiu R$ 7,3 bilhões em setembro, com destaque para os municípios que acumulam saldo negativo, pressionando a dívida pública.



