Este conteúdo é apenas para assinantes
Título:
Por Wederson Marinho*
Na Bolsa brasileira, a decisão da Petrobras de distribuir os dividendos retidos proporcionou um alívio temporário aos investidores, dissipando os rumores em torno da gestão da empresa. Após frustrar as expectativas em março ao não distribuir dividendos extraordinários, a petrolífera optou por pagar 50% da distribuição de capital retida. Embora o novo conselho tenha sido eleito, com o antigo CEO Jean Paul Prates mantendo a liderança, o mercado permanece atento a qualquer atualização relacionada à Petrobras nos próximos meses. Hoje, o foco se volta para a inflação de meio de mês do Brasil, o IPCA-15, cuja surpresa de alta poderia fortalecer a narrativa de uma taxa Selic mais alta e impulsionar o real, embora os dados de preços dos EUA sejam cruciais.
Nos Estados Unidos, os holofotes estiveram no PIB, que ficou aquém das expectativas com uma expansão de apenas 1,6% no primeiro trimestre, abaixo da projeção de 2,5%. No entanto, os olhos agora se voltam para o índice PCE, o indicador mais importante de inflação dos EUA, com os analistas esperando um aumento de 0,3% nos preços em março. Um resultado acima disso pode levar o dólar a ganhos significativos, especialmente considerando um possível discurso mais cauteloso do banco central americano na próxima semana.
Na Europa, a falta de notícias sobre política monetária e economia nesta semana foi compensada pelo acompanhamento de eventos nos EUA. A próxima semana promete mais interesse, com a divulgação dos números de inflação da Zona do Euro e do PIB do primeiro trimestre do bloco. Uma confirmação adicional de queda nos preços poderia pressionar o Banco Central Europeu a considerar um corte nas taxas de juros em junho, potencialmente afetando a posição do euro nos mercados internacionais.



