Três grandes eventos estão impulsionando o dólar: o aumento da inflação nos EUA, a incerteza na gestão da Petrobras e os conflitos no Oriente Médio. Esta semana, a inflação do Reino Unido e os discursos dos bancos centrais serão os focos.
Visão Geral:
No Brasil, o ambiente externo desafiador e as preocupações com as estatais têm mantido os ativos locais sob pressão. O índice da bolsa brasileira está em mínimas de 2024 e o dólar próximo das máximas do ano. As notícias em torno da Petrobras, incluindo o corte de dividendos e sugestões de mudança na presidência, levaram à retirada de bilhões de dólares pelos investidores. Entretanto, a reação pode ter sido exagerada, já que a distribuição de dividendos pode retornar em breve e mudanças na presidência podem ter pouco impacto nos fundamentos da empresa. A próxima assembleia geral, em 25 de abril, será crucial para discutir o destino dos lucros.
Nos Estados Unidos, a divergência na política monetária em relação ao resto do mundo impulsionou o dólar, com o relatório de preços de março confirmando temores sobre a inflação persistentemente alta. Uma economia em pleno emprego, com taxas pouco acima da inflação e um grande déficit fiscal, não favorece cortes nas taxas de juros, fortalecendo o dólar. Além disso, os conflitos no Oriente Médio estão impulsionando a busca por portos-seguros. Os discursos dos diretores do banco central americano serão monitorados de perto.
Na Europa, o euro recuou após o BCE sugerir cortes nas taxas em junho devido à divergência nas pressões inflacionárias. Embora ainda seja cedo para declarar vitória sobre a inflação, o corte em junho parece provável. Os preços do petróleo mais altos devido à incerteza geopolítica e os dados chineses abaixo do esperado também adicionam desafios ao cenário econômico europeu.



