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Índice cai 0,4% aos 126.954 pontos com desvalorização do Brent e pressão sobre ações cíclicas
Na sessão de ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,4%, atingindo 126.954 pontos. O desempenho negativo foi principalmente influenciado pela queda nas ações das petroleiras, resultado da desvalorização de 0,2% no preço do Brent. Além disso, a abertura da curva de juros futuros pressionou as ações de setores cíclicos, como o varejo.
Destaques do pregão
Usiminas sofre novo rebaixamento, enquanto 3R Petroleum se destaca positivamente
O principal destaque negativo na Bolsa brasileira foi a Usiminas (USIM5), que caiu 4,4% após um banco de investimentos rebaixar sua recomendação de neutra para venda. Este movimento estende a queda de 23,6% registrada na sexta-feira, quando a empresa divulgou um balanço do segundo trimestre considerado negativo pelo mercado.
Por outro lado, 3R Petroleum (RRRP4) destacou-se positivamente, com alta de 2,8%, impulsionada por projeções de resultados positivos no segundo trimestre, conforme relatório de um banco de investimentos.
Expectativas para o pregão de terça-feira
Decisão de juros no Japão e resultados trimestrais de grandes empresas no radar
Para o pregão desta terça-feira, as atenções estarão voltadas para a decisão de juros no Japão. No Brasil, a temporada de resultados do segundo trimestre de 2024 continua com a divulgação dos balanços de Copasa, Klabin e TIM. Internacionalmente, grandes empresas como L’Oreal, Microsoft, PayPal e Starbucks divulgarão seus resultados.
Renda Fixa
Abertura da curva de juros futuros reflete cautela dos investidores
Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira com abertura em toda a extensão da curva, destacando-se os vértices intermediários. O Boletim Focus apontou a expectativa do IPCA do ano corrente em 4,10%, ante 4,05% na semana anterior, reforçando a cautela dos investidores com os ativos locais.
Nos mercados internacionais, os investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, além de dados econômicos importantes, como o payroll na sexta-feira. Os rendimentos das Treasuries americanas de 2 anos fecharam em 4,36%, e os de 10 anos, em 4,17%.
Mercados globais
Futuros dos EUA e bolsas europeias em alta, enquanto China fecha em baixa
Nesta terça-feira, os futuros dos EUA abriram em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%), com a semana mais agitada da temporada de resultados do segundo trimestre. Empresas como PayPal, Pfizer, Merck e P&G reportarão seus resultados antes da abertura do mercado, com destaque para a Microsoft após o fechamento.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%) impulsionadas pela expectativa de bons resultados corporativos. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,6%; HSI: -1,4%), refletindo um sentimento negativo e antecipando a divulgação de dados de atividade econômica ao longo da semana.
Economia
Expectativas de inflação e crescimento econômico em alta no Brasil, PIB da Zona do Euro surpreende positivamente
No Brasil, o relatório Focus divulgado ontem mostrou um aumento nas expectativas de inflação e crescimento econômico. O relatório mensal da Dívida Pública revelou que o colchão de liquidez subiu de R$ 1,032 trilhão em maio para R$ 1,105 trilhão em junho, enquanto o índice de liquidez avançou de 8,0 meses para 8,2 meses.
Na Zona do Euro, o PIB do segundo trimestre cresceu 0,3%, superando as expectativas e aliviando preocupações de enfraquecimento da atividade econômica.
Agenda econômica
Divulgação de IGP-M e dados de emprego no Brasil, JOLTs nos EUA e decisões de política monetária internacionais
Hoje, no Brasil, serão divulgados o IGP-M de julho, o Caged (relatório de empregos formais) e dados de arrecadação fiscal. Internacionalmente, destaque para o relatório JOLTs nos EUA, que reportará o número de vagas abertas no mercado de trabalho. Na China, os PMI serão divulgados à noite, e amanhã, de madrugada, será anunciada a decisão de política monetária no Japão e dados de inflação na Zona do Euro.



