O Brasil das Reformas: a reforma trabalhista

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Com uma das recessões mais severas da história, o país busca estancar a sangria com a aprovação urgente de reformas estruturais, a fim de retomar o crescimento econômico.

O Brasil está atravessando, nos últimos anos, a mais severa recessão econômica já registrada na história. É sabido que tal processo não surgiu da noite para o dia, os problemas econômicos do país vêm de anos, devido à medidas econômicas, estruturais e políticas adotadas de forma arbitrária.

Os gastos públicos desenfreados do Brasil há anos estão se tornando uma bolha que está prestes a explodir. São anos de máquina pública inchada e protecionista.

Para que a bolha não exploda, o país está buscando alternativas urgentes para conter os gastos públicos e, para tal, as temidas reformas estão em pauta, gerando conflitos entre governo, oposição e sociedade.

Uma das reformas mais temidas, a trabalhista, está em votação em caráter de urgência e busca flexibilizar as leis trabalhistas do Brasil. Claro que a aprovação da reforma não visa somente a modernização da legislação, mas também demonstrar para o mercado que o país está agindo para melhorar sua imagem e estrutura, que está abalada.

Nossa legislação trabalhista é antiga e muito paternalista, ou seja, ela é bastante onerosa para as empresas, o que dificulta a contração e a geração de novos postos de trabalho.

Os países mais desenvolvidos do mundo não possuem leis tão protecionistas quanto as nossas. Claro que os trabalhadores estão preocupados, com receio de perder direitos, mas a reformulação é necessária para flexibilizar a relação entre empregados e empregadores e garantir a geração e manutenção de empregos.

A reforma propõe que as leis sejam mais flexíveis e que facilitem a contratação, tal medida é importante, pois, nosso país sofre com um alto desemprego e com onerosos custos trabalhistas, o que minimiza drásticamente as contratações em tempos de recessão. Tal prática é extremamente prejudicial para a retomada do crescimento econômico, visto que sem a geração de empregos a retomada do crescimento se torna inviável.

É claro que uma boa reforma tem que ponderar os dois lados da moeda, ou seja, viabilizar condições que tentem satisfazer as necessidades de ambas as partes ou que encontre um senso comum.

Assim, esperamos que a reforma seja votada com imparcialidade e que busque modernizar a legislação para que ambas as partes possam ser beneficiadas. Em resumo, a votação da reforma deverá ser estratégica e não política, buscando a geração de novos empregos e a flexibilidade da relação empregatícia, a fim de que o país retome a geração de novos postos de trabalho.

Wederson Marinhohttps://linktr.ee/marinhobusiness
Jornalista, empreendedor e Private Broker, especialista em transações estruturadas no Brasil e no exterior. Autor dos livros Investindo no Mercado Imobiliário e O Futuro em Código, atua também como pesquisador nas áreas de finanças públicas, inteligência econômica e urbanização.
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