Covid-19: Interpretação e mudanças comportamentais!

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           No início do mês de abril deste ano, com pouco mais de trinta dias que tivemos a notícia acerca do surgimento do Coronavírus, tive o privilégio de ter publicado um artigo pela revista Seara News, intitulado assim; Covid-19: Muitas dúvidas e poucas certezas! De lá para cá, no decorrer de nove meses de sua propagação em nosso território, alguns avanços ocorreram sobre a sua forma de contágio e atuação no organismo do infectado, do seu período de incubação estimado entre 14 e 15 dias (duração entre a exposição inicial e o início de sintomas da doença) e, também, acerca dos sintomas mais comuns, que podem ser apresentados nas pessoas que forem contaminadas. Neste sentido, os principais são: febre, tosse seca, dor de garganta, diarreia, dificuldade de respirar, dor no peito (caixa torácica), perda do olfato e paladar, entre outros.

           Outra coisa que foi muito ventilada pelas autoridades públicas e sanitárias, desde o início de seu ingresso no Brasil, voltou-se para a advertência do uso de máscaras, da lavagem frequente das mãos com água e sabão, do uso continuo do álcool em gel ou na solução de 70% (setenta por cento) e, principalmente, para aqueles que pudessem, manter-se em isolamento social (em casa), ou, pelo menos, que evitassem estar em aglomerações. Vale lembrar, que mesmo com estas recomendações e com a confirmação de muitas vítimas fatais, inúmeras pessoas ignoraram esta advertência. Infelizmente, muitas delas pagaram um preço muito alto por isso.

           Dentro deste contexto, apresentaremos de forma particular e pessoal, algumas interpretações sobre a vinda e inserção deste fenômeno viral espalhado pelo mundo e no território brasileiro. Queremos deixar bem claro aqui, que são “minhas” interpretações e opiniões, não tendo preocupação alguma se um leitor ou qualquer outra pessoa, pensar e tiver uma percepção totalmente contrária à nossa.

 

1. Possíveis Motivos do Surgimento deste Vírus:

 

           Neste tópico, por mais absurdas ou infundadas que possam parecer, listaremos algumas razões ou motivos que podem sinalizar para que tenha havido o surgimento do Coronavírus em nossos dias. Algumas delas foram vistas em mensagens nas diversas redes sociais, outras foram ditas em entrevistas televisivas ou em gravações feitas em vídeos, entre tantos outros meios de comunicação. Portanto, passemos a conhece-las:

 

        . Diminuição da População idosa: por volta do ano de 1950, tínhamos aproximadamente 202 milhões de idosos no mundo (8% da população). Neste ano de 2020, este número ultrapassou mais de 1,05 Bilhão de indivíduos (13,5% da população). Não deve ser do desconhecimento de qualquer pessoa que, em qualquer parte do mundo, quando se entra na faixa etária acima dos 60 anos de idade, os gastos públicos (e particulares: planos de saúde) são muito elevados, e em todos os sentidos, principalmente quando se trata da saúde física e mental destas pessoas.

 

“Países de todo o mundo estão vivendo o crescimento do envelhecimento populacional. Nas próximas décadas, a população mundial com mais de 60 anos de idade, vai passar de 841 milhões em 2014 para 2 bilhões até 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

 

           Fizemos questão de dar destaque para o nosso País, haja vista que no ano de 2016, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), o Brasil tinha a quinta maior população idosa do mundo. Portanto, não “posso” deixar de descartar esta possibilidade.

 

        . Hegemonia Econômica e Territorial: alguns países, entre eles, a China, Coreia do Norte, EUA, Rússia e tantos outros, sonham em deter todo o Comando e Controle sobre toda a terra. Não podemos esquecer de nossos antepassados, onde se guerreavam com armas bélicas (espadas, espingardas, rifles, canhões etc.) para adquirir o total controle e domínio sobre as diversas nações. Com a modernidade, avanço científico e tecnológico, estas antiguidades armamentistas foram aposentadas, surgindo armas muito letais e que agem de forma “imediata”, conseguindo resultados drásticos que podem atingir um imenso número de pessoas.

 

“Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos utilizaram, pela primeira vez na história da humanidade, bombas atômicas. Elas foram lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O objetivo desse ato era forçar o Japão a se render e evitar uma provável invasão desse país, o que resultaria em milhares de soldados aliados mortos”.

 

Neste episódio, foram usadas bombas atômicas pelos EUA, mas não se esqueçam de que existem também bombas “químicas”, isto é, um vírus (ou mais de um) pode ser feito em laboratório e disseminado por uma ou mais pessoas dentro de seu próprio território ou em qualquer outra Nação.

        . Desequilíbrio Emocional ou Psicológico: não é nenhuma novidade para quem tem um pouco de conhecimento sobre a história da humanidade, onde se registra inúmeros casos de imperadores, reis ou governantes, que tomaram algumas decisões terríveis quando estavam no poder, que trouxeram como resultado, a morte de um bom número de pessoas. Para exemplo, o imperador Nero, colocou fogo em Roma e jogou a culpa sobre os cristãos. Calígula, outro imperador romano, cuja fama era de ser muito promíscuo, cruel e insano. Segundo registra a história, ele alimentava as suas feras, com a vida de seus prisioneiros. Hitler, na Alemanha, segundo registra a Enciclopédia Britânica, mandou exterminar aproximadamente 6 milhões de judeus (somente homens), fora as mulheres e crianças, entre outros.

Dizem que o poder corrompe as pessoas. Será que corrompe de fato, ou revela o seu verdadeiro caráter? O poder corrompe, mas o tempo revela!

 

Mesmo em pleno Século 21, sabemos de nações e povos que são governados por Ditadores cruéis e sanguinários, impondo uma severa Lei e Tradições sobre os seus comandados que, caso não as cumpram rigorosamente, são condenados e jogados no cárcere. Isto quando não são sentenciados a pena de morte.

2. A Pandemia: um tempo de despertamento e ressignificação1:

Como frisamos no início deste texto, este é o “meu” pensamento e entendimento sobre o surgimento deste fenômeno viral. Você poderia dizer: Mas era preciso morrer tanta gente, para que houvesse um despertamento social para que mudássemos as nossas condutas? Não tenho um argumento “taxativo” para responder a esta pergunta, mas por acreditar que TUDO está sob o controle de Deus e de que nada passa desapercebido diante dos Seus olhos; pois: “Ele tudo vê, tudo sabe e tudo conhece” e, com certeza, Ele não dormita e age mediante tal acontecimento (cf. Hebreus 4:13).

Vale ressaltar o que está registrado nas Escrituras Sagradas, que diz assim: “Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade (daquele que contraria/viola a Sua lei), e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém (guarda/conserva) a sua ira para sempre, porque tem prazer na Sua benignidade” (cf. Miquéias 7:18). Vale ressaltar deste texto, de que ele não afirma ou diz que o nosso Deus e Senhor não se IRA, pelo contrário, ele confirma de que Deus se ira, mas que Ele não fica guardando esta ira por muito tempo.

Noutro texto do Livro Sagrado (a Bíblia), também do Antigo Testamento (AT), afirma-se que: “(…) a sua ira dura SÓ um momento; no seu favor está a vida” (cf. Salmo 30:5a). Portanto, não se esqueça que o agir de Deus é totalmente diferente daquele adotado pelos seres humanos e, também, de que Ele se ira contra pessoas obstinadas, rebeldes, com pensamentos e condutas perversas. Dito com outras palavras, Ele também tem um limite “suportável” em relação a certas condutas, que são adotadas por determinadas pessoas ou por nações.

 

“O cativeiro babilônico é uma referência ao tempo em que o povo hebreu do reino de Judá ficou exilado sob o domínio do Império Babilônico. O exílio dos judeus na Babilônia se deu, principalmente, por sua rebeldia e apostasia2 frente aos mandamentos de Deus. Os judeus se afastaram e se esqueceram de Deus, ignorando também os profetas que anunciaram o arrependimento”.

 

Antes de permitir a invasão estrangeira e do seu povo ser levado em cativeiro, Deus enviou vários de seus profetas e por longos anos, para alertá-los para que mudassem dos seus comportamentos. Como ignoraram e não deram ouvido, além de rejeitarem e zombarem deles e do próprio Deus, inclusive jogaram alguns no cárcere e tiraram a vida de tantos outros. Jeová pesou a sua mão sobre eles, permitindo que fossem vencidos por nações pagãs. Tem um ditado popular que gosto muito e o uso constantemente em meus dias, que diz assim: há males que vem para o bem!

Há pouco tempo, numa teledramaturgia passada na televisão, um de seus personagens dizia constantemente a seguinte fala: “Tudo de ruim que acontece em nossas vidas, tem o propósito de melhorar”. Nos apegando a estas duas falas, pensamos que o surgimento deste vírus, embora tenha matado (e continua matando) tantas pessoas, também visa promover uma percepção populacional para que haja uma mudança sociocomportamental. Dito de outra forma, para que houvesse um despertamento global para a promoção de mudanças em nossos relacionamentos cotidianos.

Primeiramente, esta mudança de começar em/por mim, isto é, em si mesmo, atentando quanto aos cuidados e prevenções pessoais, mas também, visando os cuidados e o bem estar de outrem (da coletividade). Neste sentido, destacamos algumas mudanças que foram feitas (e continuam) por mim:

 

. O Retorno da reunião à Mesa com a Família: a correria exigida em nossos tempos e, em alguns casos, o desejo de se ganhar (juntar) mais dinheiro, tem nos levados a não nos reunirmos mais em família a volta da mesa. Neste período, muitos foram os relatos do retorno desta conduta familiar, mesmo porque, estávamos ficando muito tempo dentro de nossas casas.

Salmo 128:3-4. A tua mulher será como a videira frutífera, no interior da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa (grifamos). Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor.

 

           Nesta reunião, podemos aproveitar para apresentar a nossa gratidão a Deus, por nunca ter deixado faltar nada. Realizarmos o culto doméstico. Para passarmos instruções aos filhos e sabermos como estão indo na escola, entre tantas outras coisas. Este é um momento muito importante e especial, costumo dizer aos meus filhos que é “um momento sagrado”. Estudos comprovam que as famílias que preservam por este costume, melhoram em seus relacionamentos conjugal e familiar.              

. As Programações em Família: durante este tempo, começamos a estarmos mais juntos na hora das refeições, para assistirmos alguns filmes, documentários e outras programações em que todos gostamos. Uma vez por semana, no período da noite, nos sentarmos à mesa (da varanda), para bater um papo e ouvir uma boa música. Estes momentos tem sido de muita importância, pois nos aproximamos mais de nossos filhos.

. Trabalhar no modelo Home office: muitos trabalhadores perderam o seu emprego e muitas empresas de pequeno porte fecharam as portas. No entanto, muitas empresas remanejaram seus funcionários para trabalharem em suas próprias casas, evitando sua locomoção em transportes coletivos com aglomeração de pessoas, o que aumentaria a possibilidade de ser contaminado pelo Coronavírus. Depois disso, veio a adaptação, a melhora do rendimento profissional e o aumento da produtividade. Por certo, elas devem continuar a desenvolver o trabalho também nesta nova modalidade.

. O Acompanhamento das aulas Online: fomos obrigados a acompanhar nossos filhos pequenos por meio de videoaulas (Live), para a preservação da vida de nossas crianças. Como somos “resistentes” a mudanças (eu), tivemos algumas dificuldades logo no início, mas agora, acredito que deva ser uma outra opção das instituições de ensino, para que se continue após passar este período de turbulência social.

. O Aprendizado da gastronomia: durante este tempo, passei a pesquisar sobre a culinária brasileira em geral, passando a me arriscar na cozinha. Durante esses nove meses, aprendi a fazer alguns pratos simples de nosso cotidiano. Desta forma, pude passar a dividir melhor as tarefas domésticas com minha esposa, tirando-lhe um pouco da sobrecarga carregada por mais de vinte anos. Com isso, houve uma melhora e diminuição significativa em seu desgaste físico e psicológico.

. A Nova forma de cultuar a Deus: antes da pandemia, eu não gostava de faltar nenhum dos cultos presencias na congregação da qual fazia parte, mesmo estando muito cansado. Durante muito tempo, passava mais tempo no trabalho e na igreja, do que reunido com a minha família. Tenho mudado em alguns conceitos e opiniões que, até então, me mostrava muito inflexível. Agora, vejo que posso muito bem assistir um culto em casa, durante a correria da semana, reservando o final de semana para estar presencialmente na igreja. Não podemos pensar que só conseguimos adorar e cultuar a Deus, quando estamos “presencialmente” na igreja. Lembre-se: você deve cultuar a Deus desde a hora que acorda, até a hora em que vai se deitar. A nossa adoração ao Senhor deve ser contínua.

 

. Melhorar nossa higienização pessoal: quero acreditar, que mesmo depois de passarmos por este tempo de “reservas” acerca de nossa mobilidade e locomoção social, poderemos continuar a ter uma conduta mais cuidadosa e preventiva com a nossa saúde (e de outrem). O que quero dizer com isso, que podemos muito bem continuar a andar com um vidro de álcool em gel no veículo (e em casa); ter uma assiduidade no ato de lavar as mãos com água e sabão; sempre que chegarmos da rua ou do trabalho (escola etc.), podemos priorizar por tomar um banho, entre outros cuidados higiênicos e saudáveis, que tivemos de praticar durante a pandemia.

Não acreditamos em coincidências ou na casualidade, mas sim, de que tudo que acontece em nossas vidas, tem um propósito determinado por Deus. Embora não venhamos a entender e, muito menos, concordar. Devemos ser gratos por estarmos vivos e de vencermos todas as adversidades e circunstâncias, como registra a sua Palavra: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês (nós), em Cristo Jesus” (cf. 1 Tessalonicenses 5:18). Assim que passarmos por este momento de “apreensão” social, que saiamos com uma nova mentalidade e que venhamos a “(…) andar em novidade de vida” (cf. Romanos 6:4).

 

 

 

 

 

 

            


1  Ressignificar. Dar novo significado ou um sentido diferente a alguma coisa.

2  Apostasia. É a negação e abandono da fé. É uma revolta contra Deus (cf. 1 Timóteo 4:1; 2 Timóteo 2:17-18).

Eduardo Veronese
Bacharel em Direito – FABAVI/ES; . Pós-graduado em Direito Militar - UCB/RJ; . Capitão Reserva Remunerada da PMES (Ingresso RR 2013); . Professor e Palestrante dos Temas: Violência e Uso Abusivo de Drogas (lícitas ou Ilícitas).
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