Negativo; ela renega seus pensamentos. Tudo seria diferente “se“… Se fosse mais delicada, se quisesse frequentar somente as aulas de balé – para aprender a voar pelos palcos, se fosse boa aluna (sendo que ela era, só gostava mais que os outros das gandaias do “bar do alemão – um botequinho de esquina que lhe encantava cada dia mais dos 8 anos que passou naquele lugar chamado escola).
O “Se” parou de fazer parte do seu repertório; assim como o “depois nos vemos”. Quem falta uma vez, faltará duas ou três – e ela sabe o quão seu coração (e tempo) são preciosos pra se abalar por um alguém que repete um comportamento desleixado no início de um relacionamento inexistente.
Realmente, “até poderia”, “ele é um cara legal” – aaaah mas ela faz parte dessa geração de mulheres decididas, que ganha sua grana, paga suas contas, escolhe o roteiro de sua próxima viagem. Ela sabe o que realmente merece – mais que um carinha legal ela merece alguém sensacional. Presente, inteiro, decidido e que tenha em si uma regra básica de comportamento (e que mais encanta essa linda e atrevida balzaquiana): palavras que condizem com ações.
“Falar por falar” até papagaio fala – cansada de homens que falam bonitinhos (e enquanto o seu ainda está longe de seus caminhos), ela tem ampliado o leque de opções e aceitou degustar “safras mais jovens”; por assim dizer. Os homens mais velhos estão em extinção, pensa ela com seus botões entre o embarque na aeronave e o tempo em que a porta fechará.
Homem maduro, romântico e que faça a “corte”. Que seduza, que encante. Beleza é muito mais que rosto bonito, que luzes ou historinhas de superação. Beleza pra esta balzaquiana é o que ela sabe que encontrará em alguém que está próximo, muito próximo de si.
De todas as certezas que ela tem, a maior é que o bonitinho “que ficou para depois” ficará para depois com a “Nossa Senhora do não te vejo nunca mais“, afinal pra que estagnar energia? Pra que esperar por faltas ou aceitar migalhas de início…
Ela lembra de um amigo xamã que lhe dizia das energias do outono: “época onde as árvores largam suas folhas” – época do desapego. Deixar fluir o que não lhe serve ou escolher carregar este peso por mais um ciclo na Roda Xamânica das Quatro Direções, permitir essa energia estagnada consigo mais um ciclo? Não; ela tem dado alguns bastas em sua vida – e você, bonitinho, ja não cabe mais em espaço algum.
Com gratidão ela relembra o que viveu, os momentos de cuidados e carinhos. Às vezes que abriu seu lar casa e lar corpo, às vezes que adentrou o lar casa e lar corpo dele; porém compreendendo seu aprendizado ela ergue a cabeça cheia de esperanças pela viagem que lhe espera, pela praia que lhe aguarda, a água do mar tão geladinha e o próximo que chegará – Pq ela sabe que merece o amor e o companheiro inteiramente presente, condizente e amoroso que sempre sonhou.
E vc, VC SABE O QUE REALMENTE VC MERECE?
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