Por que o exportador chinês é R.E.I. nos Estados Unidos e o exportador brasileiro não é?

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Se você é um fabricante, produtor ou empresário no Brasil em qualquer capacidade, já exportando ou não, já deve ter visto ou se perguntado como pode os chinêses serem tão agressivos.

Caso você ja fosse um adoslescente ou adulto na década de 70 ou 80, você deve lembrar claramente como era a China, e principalmente seus produtos naquela época. Não vou adjetivar porque quero ser educado.

Como pode em décadas tomar a liderança mundial, tornando se uma potência, ameaçando até mesmo a soberania bélica e econômica dos Estados Unidos.

O que aconteceu? O que fizeram e ainda fazem? Por que?

Sem querer entrar de maneira profunda no assunto geopolítico, mas sim mercadológico, primeiro eles fizeram uma estratégia para longo prazo, e o país como um todo assumiu um compromisso.

Segundo, se comprometeram a estudar e estudar muito; trabalhar e trabalhar muito, investindo tempo, esforço e também dinheiro, coisa que sabemos também que é contrário a cultura brasileira.

A saber, desde o governo Jimmy Carter, com o passar do tempo, centenas de milhares de jovens chineses foram lotando as universidades americanas anualmente. É dito que a média anual de estudantes chineses nos EUA varia de 350.000 a 400.000 estudantes por ano! Detalhe: ainda nesse ritmo continua, sem nenhum sinal de desaceleração.

Um percentual considerável desses estudantes, voltou para a China; aplicando tudo que aprendeu de ciência, tecnologia, negócios, marketing e vendas dentre outras especialidades. Levaram de volta para casa tudo que aprenderam nas mais diversas áreas em solo americano. Isso aconteceu com os brasileiros? Claro que não!

E no aspecto mercadológico. Por que o acrônimo R.E.I.?

Você comparando com a explanação acima, confirmará que tem uma certa ligação devido ao aprendizado.

Letra R. Rápido em responder.

Eles aprenderam a máxima que você já deve ter escutado. Tempo é dinheiro. Time is money.

Esse respeito ao tempo dos outros, encanta o comércio internacional.

Você já reparou como de um modo geral o brasileiro abre um email, responde uma mensagem?

Desculpe a demora…e segue com uma justificativa que era melhor não escrever nada. Mas é melhor ler do que ser cego.

Ou é lento em responder um email?

Desacelera depois do almoço, desacelera quando está chegando final do dia, pára feriado, festas de final de ano só voltando depois do Carnaval!

Se considerarmos essas ‘paradas culturais”, podemos arriscar que dos 12 mêses do ano, quatro mêses são perdidos. Concorda?

Quando você faz negócio com a China, é

Letra E. Ele enviam.

Você já reparou que parece que para onde você olha, viaja a negócios, você encontra vários chineses.

Particularmente, acho isso fantástico.

Letra I. Eles investem.

Eles investem e investem muito. Investem em estudos, pesquisas, tecnologia, viagem, promoção, investem em tudo que venha colocar eles na ponta do comércio internacional.

Resumo: Rápido em responder. Enviam e Investem.

No meu entender, atendendo brasileiro desde 1991 que quer internacionalizar para os Estados Unidos, dentre vários motivos, ouso a dizer que o exportador chinês é R.E.I. no comércio internacional e o exportador brasileiro não é, por causa desses três fatores.

A pergunta é por que o Brasil ou o brasileiro não faz isso?

Richard Sanchezhttps://moriahinternational.com
. Brasileiro residente em Miami, Flórida desde 1991. . Business Advisor . Consultor Empresarial nos EUA em Marketing e Vendas no atacado. . Internacionalização de Empresas nos EUA . Desenvolvimento de Negócios. . Palestrante | Blogger | Comentarista da Política Americana. . YouTuber: 85.000 + seguidores. 720 + vídeos em 15 categorias.
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