Ações Japonesas sofrem maior perda diária da história, enquanto bolsas mundiais enfrentam quedas significativas
As ações japonesas sofreram sua maior perda diária nesta segunda-feira (05), enquanto os temores sobre uma desaceleração econômica nos EUA afetam os mercados globais. O índice Nikkei 225 das principais ações em Tóquio perdeu 4.451 pontos, o equivalente a mais de 12%, sua maior queda na história.
O temor de uma forte desaceleração na economia dos EUA aumentou as expectativas de que o Federal Reserve terá que cortar as taxas de juros. Isso acontece enquanto o Banco do Japão aumenta suas taxas de juros para conter a inflação, o que está aumentando o valor do iene em relação ao dólar americano e tornando as ações japonesas dependentes de exportação menos atraentes. Ao mesmo tempo, as ações de tecnologia estão sendo prejudicadas por uma combinação de lucros mistos e ceticismo crescente entre alguns investidores sobre o entusiasmo em torno da inteligência artificial. Esta segunda-feira (05) promete ser difícil para o mercado financeiro. Os temores de uma recessão por parte dos Estados Unidos permaneceram ao longo do final de semana e já impactam o mercado internacional e futuros de Wall Street.
A avaliação geral é de que o Federal Reserve demorou demais para dar início ao seu afrouxamento monetário, colocando a economia em risco. O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou que o banco central deve começar a cortar os juros em setembro.
Os temores ganharam força na sexta-feira (2) com os dados de emprego registrando números bem abaixo dos esperados pelos analistas.
As bolsas asiáticas foram atingidas em cheio pelo medo em relação ao futuro da economia americana, com o índice Nikkei, de Tóquio, caindo mais de 12% — maior queda diária desde 1987.
Já os mercados europeus caem em torno de 2%, enquanto os futuros de Wall Street operam no negativo, com Nasdaq caindo mais de 4%.
Por aqui, a expectativa também é de um dia de perdas. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, amanheceu com queda de 2,94%.
Além disso, as American Depositary Receipts (ADRs) de Vale e Petrobras caem 2,10% e 3,31%, respectivamente, no pré-market de Wall Street.



