A semana começou com a inflação ao consumidor nos EUA surpreendendo, impulsionando o dólar. Agora, os olhos se voltam para os bancos centrais. Antecipamos mudanças significativas na política monetária no Japão na terça-feira, com destaque para a reunião do Fed nos EUA e do Copom no Brasil na quarta-feira. Na quinta-feira, o Banco da Inglaterra pode passar despercebido, sem mudanças significativas em jogo.
Visão Geral
No Brasil, o real continua atrás de outras moedas latino-americanas, com preocupações locais afetando a estabilidade financeira. A inflação brasileira em fevereiro ficou ligeiramente acima das expectativas, mas não deve alterar o ritmo de cortes do Copom. A decisão de política monetária de março será acompanhada de perto, com foco na comunicação do comitê.
Nos EUA, o dólar ganhou força com dados econômicos mistos. A estagnação da desinflação e a resiliência econômica estão no radar para a reunião do Fed. Mudanças no “gráfico de pontos” podem influenciar o mercado cambial.
Na Europa, os investidores aproveitaram os ganhos recentes do euro, mas os índices PMI de quinta-feira serão cruciais. Embora uma melhoria seja positiva, não deve alterar a tendência de queda do euro. O mercado já precifica um corte nas taxas pelo Banco Central Europeu em junho, mas poderia ser tarde demais.



