Após décadas de supressão dos recursos ambientais contando com sua inesgotabilidade e capacidade de resiliência constatou-se que os mesmos são exauríveis e que a degradação ambiental traz insalubridade para o homem, concluímos então que o Meio Ambiente deve ser protegido e usado com reservas para que possamos manter a qualidade de vida das gerações futuras.
Após a inserção da problemática ambiental surgiu a necessidade da construção de uma nova relação entre o Homem e o Meio Ambiente e a toda essa mudança de pensamentos, paradigmas e administração chamou-se Desenvolvimento Sustentável. Ele é a chave para que o homem busque a menor degradação possível através do compromisso com melhorias constantes para garantir o seu bem estar.
Mas para que possamos atingir o Desenvolvimento Sustentável temos dois importantes atores: o Estado e o consumidor.
O Estado tem um papel importantíssimo para a busca do Desenvolvimento Sustentável porque ele deve ser um agente regulador que norteie as relações econômicas e de exploração do Meio Ambiente, promovendo sanções, regulamentações e medidas compensatórias sempre objetivando a diminuição dos impactos negativos causados pela ação antrópica frente ao Meio Ambiente. Essas ações devem ser norteadas pelos princípios da prevenção e precaução evitando prejuízos ambientais e sociais, exigindo o uso de tecnologias que diminuam a degradação e uso responsável de matéria prima.
O consumidor, que através de algumas ferramentas como a educação ambiental, se conscientize da necessidade de diminuir o seu consumo, avaliando a real necessidade de cada compra, e sempre pensando em algumas perguntas como:
– do que é composto o produto,
– qual a sua origem,
– qual a sua forma de fabricação,
– se o produto é reciclável,
– se é reutilizável,
– se sua fonte é renovável,
– e seu realocamento final.
O papel do consumidor é extremamente importante, pois uma vez conscientizado ele passa a pressionar as empresas a se tornarem sustentáveis ambientalmente para aumentar o seu poder competitivo.
Constatamos então que o Desenvolvimento Sustentável não é um estado, e sim uma meta, uma referência para transformação econômica, produtiva e social que busca a equidade de qualidade de vida entre as gerações, buscando a construção de uma nova sociedade através dos princípios, políticas e regulações atrelados ao seu conceito porque hoje sabemos que a humanidade depende da capacidade dos ecossistemas de prover recursos e serviços e ainda absorver os resíduos para ter bem estar, conforto e segurança nos dias atuais e no futuro.



