Vidas negras importam!

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Ultimamente, tenho pensado muito sobre como a politização de algumas pautas são incompreensíveis. Parece que tudo que diz respeito ao bom senso e ao respeito pelo ser humano tem sido colocado como uma bandeira da esquerda, enquanto afronta a isso é atrelado a ideologismo da direita, dos agressivos caras brancos armados que acham que é tudo “mimimi”.

Historicamente, sabe-se que Jesus era preto ou árabe. A cidade de Belém, onde Jesus nasceu, está no Oriente Médio, bem distante da Europa e de seus traços caucasianos. Ou seja, nossa de amor e empatia carregou em sua pele a melanina que mais tarde seria castigada, escravizada e inferiorizada por homens europeus que se julgavam melhores pela cor de sua pele.

Trago essa reflexão por acreditar que parte da libertação dessa e de diversas outras pautas sociais deveria partir de núcleos como a igreja, em função de seu poder de libertação social. Mas, infelizmente, o que vemos nos últimos anos é que o amor ao próximo tem sido colocado cada vez mais de lado, diante da teologia da prosperidade. Reflitam, e lembrem que o único motivo que levou Cristo ao ponto de estresse foram os vendilhões fazendo comércio em um templo.

O que aconteceria com Jesus nos dias de hoje? Jesus condenaria a sociedade LGBTQI+? O que sentiria Jesus ao ver pessoas com a pele igual a sua serem discriminadas, menosprezadas e até mesmo mortas? Penso que deveríamos sempre ampliar nossa mente, expandindo nossas ideias, amando e respeitando a todos ao nosso redor. Essa tarefa é difícil, mas deveria ser um exercício diário para todos.

É preciso eliminar, de uma vez por todas, as piadas racistas, mesmo aquelas que você julga serem bobas. É preciso extinguir o achismo de que o padrão de beleza é o branco, e que os pretos são a carne mais barata do mercado. Não é “mimimi”. É respeito. É bom senso.

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