Situação política do Governo se deteriora com rompimento de dois importantes partidos aliados

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A realidade desmoraliza Michel Temer com isolamento do Planalto

 

por Nilton Ramos

 

E agora Michel Temer? Governo continua seguro de si e não teme ‘crisezinha’ política?

O vice-presidente do PMDB e da República, Michel Temer classificou, com ar de deboche os ataques e o rompimento pessoal do colega de partido, e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ao contra-atacar o Governo, porque segundo afirmou, o Planalto e a Procuradoria Geral da República estariam tramando contra ele, ao saber que seu nome teria sido citado em delação premiada da operação Lava-Jato, desenvolvida pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Cunha [PMDB-RJ] tem um grupo político de apoio considerável, com pelo menos 150 deputados, e uma boa capacidade de articulação, o que ficou demonstrado, sobretudo, na aprovação da PEC171/93, que trata da redução da maioridade penal.

E pensam que acabou? Já na madrugada desta quinta-feira o PDT e o PTB, dois partidos da base aliada na Casa anunciaram rompimento com o Planalto. Juntos, são 44 deputados, que não votam mais nos projetos de interesse do Executivo.

Piorar mais do que está é possível sim. Nesta mesma madrugada os deputados iniciaram a votação da chamada pauta-bomba. Impuseram mais uma derrota ao Governo.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou por 445 votos a 16 e 6 abstenções, o substitutivo da comissão especial para a Proposta de Emenda à Constituição [PEC] 443/09, que vincula o salário da Advocacia-Geral da União [AGU], da carreira de delegado da Polícia Federal e das carreiras de delegado de Polícia Civil dos estados e do Distrito Federal a 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal [STF]. No nível mais alto, passarão a receber 90,25% [R$ 30.471,10] do teto do funcionalismo [R$ 33.763,00].

As demais emendas ou destaques oferecidos ao texto ficarão para a próxima terça-feira, 11 de agosto, quando os parlamentares voltarão às atividades em Brasília.

Como a proposta se trata de emenda à Constituição, ela deve ser votada em dois turnos, nas duas Casas, e se seguir, significará um aumento de mais de R$2 bilhões e 300 milhões nas contas públicas federais.

Poderíamos afirmar que o país está diante de uma crise institucional ou uma ‘crisezinha’ como garantiu o vice-presidente Michel Temer, e também articulador político da presidente Dilma Rousseff?

O PMDB, importante aliado do PT, para contrariar seu vice-presidente nacional já tornou pública a sua insatisfação, e se diz ‘desgarrado’ do Planalto.

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