Real enfrenta semana de volatilidade com foco na inflação dos EUA

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Após uma semana de perdas, o real brasileiro terá outra oportunidade de se recuperar, especialmente se o relatório de inflação dos EUA surpreender para baixo nesta quarta-feira. Além disso, as vendas no varejo e o discurso do presidente do banco central americano contribuirão para a volatilidade nos mercados.

Cenário Brasileiro

No Brasil, o real sofreu grandes perdas após a decisão do comitê de política monetária de reduzir a taxa Selic em 0,25%, uma redução menor do que a esperada. A decisão, com um voto apertado de 5-4, gerou incertezas sobre o futuro da política monetária, especialmente com os membros nomeados pelo presidente Lula votando por uma redução de maior magnitude. Isso levanta a possibilidade de uma taxa Selic ainda mais baixa a partir de 2025, o que aumenta a exigência de prêmio sobre a moeda brasileira. Embora não haja orientação clara sobre o futuro, espera-se que o ciclo de cortes ainda não tenha terminado, com previsão de outra redução de 0,25% na reunião de junho. No entanto, há riscos de uma Selic terminal maior este ano. A exposição do real estará principalmente ligada à inflação americana e às projeções para a taxa de juros dos EUA.

Cenário Internacional

Nos Estados Unidos, apesar da valorização do dólar contra o real na semana passada, a moeda americana continua caindo em relação às principais moedas do mundo devido à desaceleração do mercado de trabalho. Os investidores estão aguardando o relatório de preços de abril, esperando por uma impressão mais fraca que indique uma desaceleração da inflação. Qualquer valor acima de 0,2% pode gerar volatilidade nos mercados. Além disso, as vendas no varejo e os discursos dos membros do Fed, incluindo o presidente Powell, também serão acompanhados de perto.

Na Europa, a decisão de juros no Brasil impulsionou o euro, enquanto a desvalorização do dólar direcionou o fluxo de investidores para as moedas europeias. Os indicadores PMI de atividade econômica e os dados concretos como produção industrial e vendas no varejo apontam para uma recuperação significativa da atividade econômica na região, o que pode influenciar o primeiro corte do BCE, previsto para junho.

Perspectivas

A semana promete ser marcada por volatilidade nos mercados, com foco na inflação dos EUA e nos indicadores econômicos europeus. A incerteza sobre a política monetária no Brasil e nos EUA, juntamente com os desenvolvimentos econômicos na Europa, influenciarão a trajetória do real e das principais moedas globais. Os investidores devem estar atentos às informações econômicas e aos discursos dos líderes dos bancos centrais para avaliar os rumos dos mercados nos próximos dias.

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Marinho Santos
Empreendedor e jornalista.

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